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terça-feira, 10 de maio de 2011

Day 18: The person that you wish you could be


Querida Thais melhor,
Nem Gisele Büdchen, nem Santa Maria. Somente eu mesma, mas um pouco melhor.
É, você: a Thais melhor. 
Só queria ser você, porque não poderia ser outra pessoa. Se fosse, não seria eu. Te escolhi porque você é a pessoa mais compreensiva. Está sempre do lado dos seus amigos, e não os deixa na mão. Você, que sabe sempre se expressar sem se atropelar nas palavras ou sentir vergonha de falar algo idiota; e que ajuda sua mãe nas tarefas de casa sem reclamar. Que está prestes a fazer qualquer coisa para ficar perto daqueles que estão tão longe. E que tem coragem de gritar, e simplesmente correr atrás da felicidade. Você, que eu sempre idolatrei. E que é somente eu... mas melhor.

Thais Katsumi.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Eu mesma.


"Seja você mesma". Foi o que eu ouvi alguns dias atrás. 
"Eu não estava sendo eu mesma?" me perguntei. Logo meu sub-consciente sem hesitar, respondeu "você sempre foi você mesma". A questão agora é: "fui mesmo?".
É claro. O fato de eu mudar conforme eu vou conhecendo melhor uma pessoa, é parte essencial de ser eu mesma. Sou eu mesma quando conheço todas as pessoas. Converso se puxarem assunto, dou sorrisos envergonhados, tento não deixar o assunto morrer, e em caso de extrema necessidade puxo assunto com um total desconhecido. Quando conheço alguém, não sou de extravagâncias demais, sorrisos demais, piadas demais, abraços demais, e melação demais, essas coisas vem com o tempo.
Mas isso não significa que eu não sou eu mesma quando começo a brincar, falar bobagens, fazer caretas e cantar na frente de quem, algum tempo atrás, era apenas um desconhecido. Se essas fases de uma relação não existissem na minha vida, eu não estaria sendo eu mesma.
Além de tudo, essa coisa de mistério, de conhecer a pessoa devagar, sem pressa, é bem mais divertido. Mesmo que a pessoa te decepcione, o tempo que vocês permaneceram juntos pra se conhecer, fizeram os laços ficarem mais fortes, inquebráveis. É assim que eu sou, gosto de conquistar aos poucos, mesmo que precise de muito trabalho.

Thais Katsumi.

sábado, 5 de março de 2011

Ela



   Ela foi capaz de se expressar por uma tela de pintura quando criança. Desfilava e fazia pose para todo o tipo de fotógrafo. Percebeu um dia que tinha o dom de escrever, e isso passou a ser seu principal hobbie. Descobriu que através de uma foto, poderia mostrar ao mundo quem ela é, e mais fundo ainda, passou a desenhar para abranger seus conhecimentos sobre a arte. Hoje, ela aprende a fazer esculturas, tentando promover o que foi um dia esquecido.

  Faz dos livros e séries de ficção, a parte da sua vida que só existe nos seus sonhos. Julga a música como o objeto invisível capaz de mantê-la de pé. Acredita que na falta de amigos, o tumblr será sempre seu apoio nas horas de desespero. 
   Ela sonha grande, entretanto sabe se contentar com o necessário. É apaixonada por moda, contudo experimentar roupas é tão cansativo quanto ficar em uma fila de banco.
   Diferente do que alguns pensam, ela não é perfeita. Ela gostaria de gritar para os ignorantes, e dizer à sua mãe que se não está satisfeita com a filha que tem, seria melhor adotar outra. Mesmo sabendo que erra... erra... e erra.  Porque seu coração é muito mole e nunca sabe distinguir o certo do errado. 

   Dizem que esbanja estilo e que se acha, mas no fundo tudo o que ela quer é se sentir bem tentando ignorar seus problemas com distrações como: "com que roupa ela vai", ou "que sapato cai bem pra essa ocasião".
   Seu sonho é um dia poder viajar pelo mundo, pelo simples fato de que não consegue viver presa em uma rotina. E é por isso que pessoas que a surpreendem todo dia permanecem na sua vida durante um longo tempo.
   Ela tem três grandes defeitos incorrigíveis: a preguiça, a gula e o perfeccionismo.
   As surpresas lhe agradam, e são sempre bem vindas. Nem sempre as pessoas "boazinhas" são as que ela mais ama, e não há regras para que esse amor apareça.  Ela pode amar os sensíveis, os inocentes, os grudentos, os possessivos, os apaixonados, os feridos e até depressivos. Ela pode amar qualquer um, a qualquer hora.
   Ela sabe que perturba aqueles que vêem no seu olhar uma profunda escuridão. Tem a capacidade de esconder por trás de um sorriso toda a sua infelicidade, mas não consegue manipular as pessoas da mesma forma que é manipulada. Apesar de tão adolescente, muitos dizem que pensa como uma mulher. E que apesar de tão pequena tem um coração enorme. Ela não consegue viver sem seus amigos, no entanto, a solidão é quase sempre sua melhor companheira.
   Seguir os seus instintos nem sempre significa "se dar bem", mas ela é capaz de perceber detalhes que fazem as respostas fluírem com uma facilidade indescritível, fazendo esses "instintos" não serem nada além de palavras. Ela tem o dom de chorar e absorver os problemas alheios, aquela chamada "tomar a dor dos outros". Seu coração está sempre em guerra com a razão, e infelizmente a primeira é sempre a vencedora, e como toda guerra, alguém sempre se machuca, e esse alguém é sempre ela.
   Assim como muitas garotas, ela é fascinada em encontrar o "príncipe encantado", mas ela já desistiu de procurá-lo, porque sabe que quanto menos ela procurar, maior é a chance de ele aparecer.
   Ela tem muito medo de tudo: dos olhares de raiva de alguém, das piadas sobre ela, e até mesmo das cantadas no meio da rua.  Tem medo de pedófilos e de criaturas mágicas feias e assustadoras que saem debaixo da cama. Ela tem medo das pessoas e do que elas são capazes de fazer. Ela tem medo da vida, mas não tem medo de morrer.
   Ela nunca sabe se defender, e odeia ter que brigar com alguém. Não é independente, por isso precisa sempre que a protejam. Filme de terror a deixa apavorada. E romances, dramas e animações frequentemente a fazem chorar.
   Por trás disso, ainda existem muitos segredos que ela nunca terá coragem de contar.
   Bem... Ela? Sou eu.

Thais Katsumi.

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