Mostrando postagens com marcador sonhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sonhos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Essencialmente você.



De repente você não era mais quem eu costumava conhecer. Por fora continuava o mesmo, e o que eu sentia por você também. No entanto tornara-se o garoto que dava em cima de todas as garotas, e estas corriam desesperadas atrás de ti. Quando abraçava uma delas, me olhava no olho e debochava. Você não era de ninguém, afinal. Muito menos meu. Gostava de se exibir em público e mostrar suas habilidades que surgiram talvez de uma outra vida. Confesso que não entendia por quê você queria aparecer, pensei por um segundo e cheguei a conclusão de que você imaginava que eu sentiria ciúmes. Só que mais que isso, fiquei com raiva por te ver tão decaído daquele jeito, ainda que no fundo você fosse tudo pra mim.

Eu sabia que éramos algo. Você podia não ser meu, mas éramos algo - tínhamos que ser. Abracei-te, olhando para o alto até que enxergasse seu rosto. "Você não se acha muito alto?", perguntei, por um momento imaginando que aquilo teria um duplo sentido ideal para aquele momento. Você apenas sorriu e continuou andando com seu braço direito por cima dos meus ombros. Como se eu fosse tua (o que não era de todo mal). No meio da multidão de alunos desconhecidos, você desenrolou seus braços de mim e me puxou para uma dança que me fez lembrar do dia que nos conhecemos. 

O flashback começou e você se exibia para as garotas do ginásio quase lotado, dançava com uma ginga que nunca fui capaz de presenciar. Puxava as garotas mais lindas pra dançar e ameaçava dar-lhes beijos que elas sabiam que não chegariam em suas bocas. Enquanto me perguntava quão popular você era ali, alguém empurrou-me, jogando-me em você, que sem nem hesitar tirou-me para dançar uma dança que, honestamente, não fazia ideia de qual era. Tentei seguir seus passos, e logo entendi o assanhamento das meninas por você. Você olhou-me os olhos e sorriu, aproveitando-se da minha descoordenação que não existia minutos atrás.

Voltei ao presente no mesmo segundo em que quase me derrubou num dos teus malabarismos. Paramos, e quando sentamos num dos bancos ali perto, dei-te três beijinhos de desculpas adiantadas e sai correndo, fugindo. Corri o mais rápido que pude, passei por ruas obscuras e árvores que se juntavam formando uma só. Não queria olhar pra trás e correr o risco de decepcionar-me por não te ver me seguindo.

E então acordei. Sem saber se você fora à minha procura ou continuou no seu mundo que eu desconhecia. Concluí apenas que seu comportamento tomou um rumo diferente e totalmente inesperado, portanto sua essência permaneceu a mesma, fazendo-me gostar de ti da mesma maneira que gostaria se fosse um milhionário metido ou um criminoso sem teto.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Paralelamente perfeito.



Encontrei-te na minha vida paralela na madrugada de ontem. Lá você é tão você quanto aqui, a diferença é que lá você gosta de mim. Infelizmente, mantém seus mesmos defeitos de pegador incontestável, mas tal defeito é restrito apenas a minha pessoa. Pois mesmo diante das infinitas opções, das garotas mais inimaginavelmente lindas... Lá, sou sempre sua opção, por motivo que desconheço, portanto que deveria coexistir nos dois planos.
Nesta madrugada você aparentava leveza. Um calma tão grande pairava ao seu redor que era impossível brigar contigo. Quando me viu, a calma se abrangeu a um sentimento que seus olhos traduziam como amor. Impossível evitar que qualquer sentimento que eu guardara continuasse preso. Então num momento eu te olhava nos olhos,  e no segundo seguinte sentia tua pele ameaçando fundir-se à minha. Perguntava-me se aquilo era certo, não me importando necessariamente com a resposta, e ao mesmo tempo tendo plena consciência de que levava-me pelo êxtase do momento, porque ali eu era livre! Ali eu era tua.
Estávamos mais ligados do que nunca. Para minha felicidade você passou no teste quando sentei-me em um sofá com uns amigos e você se espremeu ao meu lado, com o único objetivo de mostrar ao mundo como fomos feitos um para o outro. Quando sua boca se aproximou da minha, e meus dedos roçaram seu joelho... Também roçaram o cobertor que eu abraçava.
E eu estava aqui de volta.

Desista, veja as estrelas.



Sua cabeça pesava por tanto sonhar. Imersa em um mundo onde seu coração era o dono da verdade, perdia sempre a hora, o ponto em que devia descer, a matéria da aula que assistia, o segredo que lhe era contado no ouvido, a oportunidade. Seu universo idealizado era tão incrível que o mesmo supria todas suas necessidades, consolava-a a cada desgosto, enchia-a de esperança a cada lágrima que perigasse cair, fazendo com que ela não precisasse viver o que o mundo ao seu redor lhe oferecia. Pouco. Pra quem se fez em sonhos, não há realidade que realize. 
 Olhando pra dentro de si, via seus olhos como estrelas e sua boca a cuspir margaridas. Mal sabia como era por fora, não precisava.
 Cresceu e, aos poucos, foi tirada de seu mundo e jogada na rua, em meios a outros sonhos despedaçados. Não sabia como viver, mas viveu. Mesmo que no automático. Uma sessão de choro por noite, por motivos variados: não saber lidar, não saber amar, não saber reagir, disfarçar, roubar, enganar, sorrir...sonhar. Não sabia mais fazer nem o que passou anos se especializando. 
 Até que um dia, exausta do universo onde era leiga de tudo, desistiu dele. Já era a quarta vez no mês que seu chefe a chamava pra discutir seus erros. Ela não havia nascido pra aquele mundo. Subiu ao terraço do prédio em que trabalhava e caminhou lentamente até o muro. Ali, à beira do abismo, resolveu olhar pra cima. Há quanto tempo Laura não fazia aquilo? Costume de quem não tem mais o que fazer. O céu é mesmo pra poucos. É pros que respiram. Pros que param, pausam, desistem de vez em quando. O céu é pros que desistem. Ela era uma desistente. Quando sonhava e viajava entre as estrelas (as mesmas que estavam acesas no céu aquela noite), há muitos anos atrás, não sabia, mas estava fugindo e desistindo do que chamamos de "real". Tanto faz. Ela só queria aquela sensação de novo. Afinal, o que a fazia feliz era não viver. 

Adeus, realidade. [...] Boa noite, estrelas! Voltei. Serei sua pra sempre. 

E um clarão (provavelmente efeito da aproximação de tantos corpos celestes) invadiu sua alma, seu coração. Sua felicidade só era real no mundo em que imaginava.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sonhos.


- Ela visita você em sonhos, sabe?
Reviro os olhos, lembrando-me do único sonho doido que tive, e sei que de jeito nenhum aquela era Riley.
Mas ele apenas me olha, faz que sim e diz:
- É claro que visita. Eles* sempre fazem isso. É a forma mais fácil de conseguir.
Olho pra ele, encostada na porta de meu carro, chave na mão, enquanto passo os olhos por seu rosto. Sei que deveria ir embora, dizer boa-noite e seguir meu rumo, mas por algum motivo não consigo me mexer.
- O subconsciente assume durante a noite, libertando-nos de todas as restrições usuais a que nos submetemos, tudo aquilo que bloqueamos, que dizemos a nós mesmos que não pode acontecer, coisas místicas que achamos que não são realmente possíveis, quando na verdade o universo é mágico, misterioso, muito mais grandioso do que parece. E apenas um véu finíssimo de energia nos separa dele. Sei que é confuso o modo como usam símbolos para se comunicar. E, para ser sincero, não sei quanto disso vem de nós, do modo como organizamos as informações, ou deles, das restrições em relação a quanto têm permissão pra compartilhar.

* Eles: Desencarnados, mortos, almas, ou o que quer que você acredite.

Terra de Sombras - Série Os Imortais, volume 3 - Alyson Noel.

sábado, 29 de setembro de 2012

Filme: Os famosos e os Duendes da Morte.


"Naquela cidade, cada um sonhava em segredo. O menino sem nome conheceu a garota sem pernas. Ela não tinha pernas, mas mesmo sem pernas ela não precisava de ninguém para ir embora. E eles tentaram. A garota sem pernas mostrou a ele o mundo que ela conhecia. Ele, que não tinha nome, embarcou como quem nunca mais quer voltar. Por um tempo, olharam pra mesma direção.

Ela nunca lhe deu um nome, ele nunca lhe trouxe as pernas. O que pra um era sina, para outro era mistério. Eles poderiam andar juntos pelo mesmo trilho, mas nunca seriam esmagados pelo mesmo trem."


Não tenha dúvidas, esse é o filme mais poético que você vai ver na sua vida - em todos os sentidos: texto, fotografia, cenário, e trilha sonora. É brasileiro (cinema brasileiro me orgulhando cada vez mais). Pra mim, o único ponto ruim foi ele ser parado demais. Mas em compensação é um filme extremamente inspirador, que transforma cotidiano em poesia.

Uma das - várias - cenas que eu mais gostei.

Confesso que não faço ideia do por quê do título, mas foi ele que me deixou curiosa. E principalmente o trailer, que mostrou um pouquinho do grande potencial do filme.


"Estar perto não é físico."

sábado, 14 de julho de 2012

Um sonho, uma frase, um olhar.


Como foi a sua noite? A minha foi um pouco cansativa. Fui dormir tão tarde que era quase de manhã. A parte ruim é que eu deveria acordar 7 hrs para caminhar. Mas não deu muito certo, por causa dos 7ºC que estavam a congelar minha pele, até debaixo de, pelo menos, quatro cobertas.
Fazia um bom tempo que não sonhava contigo. Principalmente nessas noites maldormidas. No entanto, hoje consigo lembrar com perfeição de cada detalhe (ou pelo menos de quase todos) desse sonho tão inesperado. Talvez eu tenha ficado preocupada por você parecer tão triste na noite passada. Espero realmente que nada tenha acontecido. Se tiver acontecido algo muito grave, por favor, venha falar comigo.
Talvez você nem queira saber, mas faço questão de contar: Estávamos em algum tipo de lugar perigoso, e nunca esteve tão escuro como estava. Ambos estávamos em perigo... Mais especificamente: pendurados em algum lugar alto demais. E eu só poderia saltar de onde estávamos se você saltasse primeiro. Mas você não queria! Me olhava com um olhar malicioso e cheio de sarcasmo, esperando que eu te dissesse algo que tu gostaria muito ouvir. Te xinguei de tantas coisas por você parecer desejar que eu caísse dali, que não conseguia nem pensar no que queria escutar. Lembro perfeitamente do seu sorriso de deboche por causa de todo o meu desespero. E quando eu finalmente disse a frase mágica, você pulou, me dando espaço para eu  poder pular também. Quando chegou no chão, tinha uma menina à sua espera, vocês deram um beijo, ela te parabenizou, e me olhou com um ódio inexplicável. A primeira coisa que eu pensei foi: "Você me trocou por isto?". E a segunda: "Só espero que ela beije bem". Ela continuou me olhando com uma cara de vadia. Mas a questão é: Eu não me lembro do que eu disse. Não lembro do que você queria ouvir. Se tu souber, jura que me conta? Eu juro perdoar o olhar ameaçador da sua nova garota.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Caro moço dos meus sonhos,


Não sei bem quem tu és, por conta da minha falta de atenção e meu desapego à detalhes. Deste modo, peço-lhe minhas sinceras desculpas por dirigir-me apenas ao seu "fluido". Entretanto não se sinta ofendido, pois venho lhe falar de coisas boas.
Gostaria de dizer-lhe como seus olhos azuis tocaram-me a alma ao te ver, mas sequer lembro-me do seu sorriso que realmente me marcara, quem dirá da cor dos teus olhos. Sabes que não são essas as notícias que lhe trago, apenas tento prolongar meus sentimentos - que já devem estar claros à essa hora.
O fato é que, nesses últimos dias tenho passado horas nos meus sonhos ousando reencontrar-te, mas você simplesmente não dá as caras.
Concluo que tu supostamente já saberia do que se tratava esse meu sentimento, por isso tem afastado-se tanto, não é? Sabe que se arriscar aventurar-se, poderá sair machucado. Mas ainda assim posso afirmar-te que sou muito mais frágil. E caso esteja preocupado comigo, não se preocupe, sei me cuidar.
Dizem que quando encontramos alguém nos sonhos, essa pessoa também nos encontra. Por isso, não acha que mereço uma chance? Você sabe, mesmo que não acredite em destinos, não pode ter sido por acaso.
Portanto, onde quer que estejas, se ler isso, me procure nos teus sonhos também. Tenho tanto a lhe mostrar.

Com todo o carinho do mundo,
A garota dos seus sonhos.

domingo, 29 de abril de 2012

Meu amor à primeira vista.


Mudar de colégio não é legal. Principalmente quando não se conhece nada, nem ninguém, e tudo parece coisa de outro mundo, as pessoas te olham torto e os professores fingem uma expressão de boas vindas que soa até convincente. Mas não é sobre isso que quero lhe contar... não exatamente do colégio ser novo, mas das pessoas novas. Mais especificamente, dele.
Foi no primeiro dia de aula. O melhor primeiro dia de aula de todos. O fato é que nem precisei de esforços para tentar fazer uma nova amizade. Porque ele veio até mim junto com o seu sorriso de canto de boca - só não pense que isso fazia dele um charmoso rapaz, pois estava mais para um pré-adolescente com crescimento precoce. Digo isso porque ele tinha, pelo menos, uns 30 cm à mais que eu, e nenhuma maturidade. E eu nunca gostei de rapazes altos, grandes e cheios de músculos, pois tinha um certo medo de que eles me esmagassem. Gostava mesmo era dos medianos, sem músculos exagerados e com cabelo bagunçado. Mas ele... bem, ele era uma exceção.
Um exceção talvez pelo fato de ter sido tão decidido à puxar assunto com a aluna-nova-sem-graça, ou por ter sido tão amável-idiota-engraçado, ou até por ter feito aquela piada completamente sem sentido que me fez dar uma risada (afim de não perder a amizade que eu acabara de ganhar, ou apenas por que ele me encantara). Pensando bem, pode ter sido o fato daquele dia parecer mais um déjà-vu, por ele ser alguém tão parecido com outro alguém, que não sei tão bem quem é, mas que um dia me faria feliz. Talvez ele seja o cara da minha vida que vai contra todos os meus princípios, mas que me parece mais familiar que minha própria família. 

terça-feira, 27 de março de 2012

Fim.


Do sonho, só me lembro de um sussurro discreto dizendo algo como "fim". Talvez o fim do próprio sonho. Mas quem estou tentando enganar? Pelo menos daquilo eu tinha certeza: era o fim de nós. Não o fim do nosso amor, porque amor não se vai, ele fica lacrado dentro de um buraco no peito quando é rejeitado. Mas as pessoas sempre arrumam um jeito de burlar a segurança do coração, e deixam esse amor sair de novo. Foi o que fizemos durante anos: deixamos o amor florescer quando já não era nem mais perceptível. No entanto, sempre acontecia algo que nos fazia trancá-lo novamente. E burlar a segurança. E trancá-lo. E burlar. E trancar. Burlar. Trancar. Tanto que já estávamos acostumados à todo aquele sofrimento que insistia em nos seguir. Até aquela noite. Pois sabíamos que era o fim. Nem seus olhos podiam mentir. Era o fim, de verdade. O nosso fim. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Meu mundo inefável.


Me perguntaram se eu queria ficar aqui, e a resposta foi simples e previsível: Não. 
Não, porque esse não é meu lugar e essas não são minhas pessoas. Eu não faço parte desse mundo capitalista, onde roupas são mais importantes que caráter. Por isso me refugio todas as noites em um lugar inefável. Onde as pessoas param na rua para espreitar o horizonte. Onde o barulho das ondas batendo na água são mais audíveis do que a sirene do corpo de bombeiros. Lá não existem leis, pelo simples fato de que as pessoas sabem discernir o certo do errado. Aliás, nem sei se errado faz parte do vocabulário deles. Eles apenas respeitam a vida. Adoram a vida. Vivem! Sim, eles vivem. Diria até que são artistas, pois sentem a todo momento. Reparam no balançar suave das folhas das maiores árvores, e analisam os animais quase invisíveis à olho nu. Entendem que, mesmo irracionais, os animais tem tanto direito de viver como nós. Vivo tão bem por lá. Mas aí eu acordo. E vejo que, afinal, não poderia viver sonhando, pois não estaria vivendo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Eu sonhei contigo.


Se fosse te contar meu sonho, passaria horas descrevendo quão quente foi seu abraço. Provavelmente eu não saberia descrever a sensação de te olhar nos olhos e ser correspondida. Mas lembraria que teus fios do cabelo estavam mais finos do que o normal, e alguns deles caiam delicadamente sobre seus olhos, agora esverdeados por conta de todas aquelas lágrimas desavisadas. Não esqueceria de como era estranho sua boca parecer mais sedutora quando umedecida. E suas mãos mais sexy por causa de todas aquelas veias saltadas, que começavam do peito da sua mão e terminavam no final do antebraço, onde sumiam, se misturando com a cor da sua pele. Ah, você sabe como eu sempre gostei de veias saltadas. Das suas, em especial. Também gostava do seu jeito estranho de dizer que sentiu minha falta, sem dizer necessariamente essas palavras. Era um sonho bom. Mas não quero me lembrar dos seus olhos me pedindo perdão, ou que você chorou! Chorou, pela primeira vez eu te via chorando. Mas não! Não quero lembrar! Então por favor, não me questione quando disser que sonhei contigo. Apenas sonhei, e foi um sonho bom.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Aquele dia.


Meus amigos, minha família, estavam todos ali. E eu não fazia ideia do porquê aquilo tudo parecia tão especial, sendo que não era meu aniversário, nem dia das crianças, natal ou ano novo. Era apenas mais uma data. E mesmo assim, sorri para todos, cumprimentei os que estavam mais próximos, e quando pensei em perguntar o que estava havendo... Eu te vejo. Em um lugar aparentemente impossível de estar. Era tão alto que mal consegui te reconhecer à primeira vista. Mas você olhava para mim, e você sabe, eu sinto seus olhares até quando nossos olhos não se cruzam. Você estava em cima de uma espécie de "palco" pendurado, se é que me entende. Você sabe, algo tipo um pêndulo. Eu fitei cada um à minha volta, eles também te observavam. Portanto, diferente de mim, todos sorriam como se me incentivassem a seguir em frente, e ir até seus braços, seu colo. Claro, eu fui. Não sei como, mas quando me dei conta já estava ao seu lado, sentindo seu cheiro, suas boas energias e todo aquele ar de mistério que você costumava carregar consigo. Tudo que eu conseguia fazer era orar loucamente pedindo que aquele momento não acabasse. Queria conseguir me lembrar das suas palavras naquela hora, mas só sei que foram bonitas, acolhedoras.
- Por que está aqui? - perguntei, desejando que seus olhos azuis-esverdeados me olhassem toda manhã.

- Hoje é um dia especial...
E antes que você pudesse terminar a frase, o tal palco com formato de pêndulo se partiu. Lembro de olhar para o palco, que reparei ser azul, aterrorizada em busca de um lugar fixo para não cair em queda livre, mas era tarde demais. Mas diferente de mim, sua face era serena, o que me preocupou. Só que aquilo não importava aquela hora, só consegui pensar em te abraçar, e foi isso que eu fiz. Em um impulso completamente fora do comum, fechei os olhos e tentei segurar em uma das cordas arrebentadas.

Estávamos vivos. De onde aquela força vinha? Não tinha ideia. Mas aquilo nos salvou. Quando abri os olhos, já não estávamos mais lá. Tudo que pude ver foi um lugar harmonioso com pétalas de rosas por todos os cantos, até que você, com a mesma tranquilidade de um minuto atrás, me perguntou:
- Quer namorar comigo?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Insônia.


Dizem que quando não conseguimos dormir é porque tem alguém sonhando conosco. Pelo jeito você deve ter se cansado de sonhar comigo. Porque nem ao menos aquela música conseguiu me fazer dormir essa noite. Talvez se eu tivesse a sua voz perto do meu ouvido teria sido mais fácil. Como naquele dia que você cantou aquela música para mim. Aquela música que contava a nossa história inteira em apenas 15 versos. A mesma que me fez chorar por 30 minutos intermináveis e que até te fez derrubar algumas lágrimas que não queriam sair desde... Desde que nos conhecemos. Mas é claro, você não deveria estar sonhando comigo. Já que não consigo dormir há dias. Provavelmente é apenas um problema de insônia. Você sabe. Você não é muito de sonhar com seus antigos amores.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Era isso que eu era, não é?


Apenas um curativo. Para tapar todas as feridas que ela deixou. Para esconder qualquer buraco que ela tivesse aberto no seu coração, certo? Não há mais razões pra mentir. Até porque é geralmente assim que as pessoas procuram novas companhias, novas amizades, novos amores. Para tentar esquecer os antigos. São como leis da vida. Não te culpo por isso. Gostaria apenas que tivesse sido honesto comigo desde o começo. Tudo bem, não precisa tanto drama assim, não é? Até porque foi assim que nos conhecemos, dessa maneira meio boba, mas que gerou até uma amizade bonita. Poderia nunca mais acabar. Você sabe, isso que eu chamo de carinho. Essa coisa de ficarmos acordados a madrugada toda, de você brincar com meu cabelo e eu odiar isso, de eu ficar horas e horas ouvindo suas histórias malucas e suas piadas que não fazem o mínimo de sentido, além de todas as pequenas surpresas que você me fazia e das suas frases sempre inteligentes que faziam meu dia brilhar. São coisinhas assim que me fazem feliz. Ou talvez seja apenas... Você.

domingo, 13 de novembro de 2011

Sete Vidas.

Pra quem acabou de assitir o Fantástico viu o livro "Sete Vidas" das gêmeas Mônica e Monique Sperandio. Elas tem 17 anos e acabam de lançar o primeiro livro, baseado em sonhos que ambas haviam tendo sobre água. Como gostam de magia, fadas e até Peter Pan, resolveram escrever uma história cheia de mistérios que deixará o leitor de boca aberta. Elas são Curitibanas, leitoras, escritoras, sonhadoras e dramáticas. Seus escritores favoritos são Clarice Lispector, J.K. Rowling, Nicholas Sparks, Cornelia Funke, Meg Cabot, Libba Bray e Amy Huntley. Para quem quiser acompanhar um pouquinho do que elas fazem, basta acessar o site "Gêmeas Things".


Em Sete Vidas, "na pequena cidade de Moonville, Aprilynne Hills é conhecida como a rebelde do orfanato Joy Lenz. Sua vida se resume em quebrar regras e aceitar desafios. Após perder uma aposta de sua inimiga Angelique, tudo toma um rumo inesperado. Encontrar uma garota morta em um lago e começar a ter alucinações não estava em seus planos. Descobrindo poderes que nunca imaginou ter, April contará com a ajuda de poucos para resolver um mistério que envolve até deuses do antigo Egito. Mistérios, segredos, lutas e romance te aguardam nessa narrativa que promete tirar o fôlego dos leitores em cada página."

E tem mais! Pra quem se interessou, pode ler o primeiro capítulo do livro aqui. Se gostar, corre para comprar! Já está à venda: Livrarias SaraivaLivrarias Curitiba, Livraria Cultura e Estronho.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sonhei que você sonhava comigo.


Depois que sonhei que você sonhava comigo, continuei sonhando que você acordava desse sonho de sonhar comigo — e era um sonho bonito, aquele —, está entendendo? Você acordava, eu não. Eu continuava sonhando, mas na continuação do meu sonho você tinha deixado de sonhar comigo. Você estava acordada, tentando adequar a imagem minha do sonho que você tinha acabado de sonhar à outra ou à soma de várias outras, que não sei se posso chamar de real, porque não foram sonhadas.


Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Em algum lugar do presente.


ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.
Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego.
Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.
Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!

ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.
Quer provar que pode fazer esse homem feliz!

ELES estão por aí… sonhando um com o outro… talvez ainda nem se conheçam… mas é só uma questão de tempo, até o destino unir essas vidas que se complementam e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz.
Ou alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos?

Autor desconhecido.

Ps: Procurei o(a) autor(a) desse texto, mas achei vários possíveis autores, se alguém souber me avisa! Obrigada.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Imaginário.



- Quem sabe ir pra longe resolva?
 - Não resolve.
- Quer conversar?
- Não, obrigada.
- Quer ficar sozinha?
- Mais?
- Então você quer companhia?
- É pra sempre?
- Pra sempre na medida do possível.
- O possível é pouco... Muito pouco.
- Faz tempo que é assim?
- Bastante
- Desde quando?
- Desde sempre, já perdi as contas a muito.
- E nunca melhorou?
- Temporariamente, talvez.
- Como?
- Isso é muito complicado de entender.
- Eu posso conseguir entender.
- Eu não quero falar.
- To incomodando?
- Outras coisas já incomodaram bem mais.
- Ah... Você tem sonhos?
- Alguns.
- Quais são?
- Nada importante.
- Sabe, depois que eu realizar todos os meus sonhos eu vou ser muito feliz, e você?
- Estaria morta.
Alethéia Skowronski.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Aquelas nossas promessas.


Lembra-se do dia que fizemos inúmeras promessas de amizade? Promessas que, se não fossem cumpridas, uma sequer, significaria uma traição, e que dependeria do "traído" para decidir se continuaríamos amigos ou não? Sei que muitos devem estar pensando quão tolo foi isso. E estão certos, já que não passava de uma brincadeira. Uma brincadeira séria. Que nos provaria quão resistente seria nossa amizade.
Prometemos nunca mentir, toda vez que chorássemos deveríamos ligar para o outro, não contaríamos nossos segredos a ninguém, deveríamos nos falar todo dia se ficássemos sem nos ver, e desejaríamos a felicidade um do outro acima de qualquer coisa.
Nossas promessas eram cumpridas facilmente. Até que um certo dia você chegou me dizendo que estava namorando, e que estava feliz por isso. Claro, eu não acreditei! Imagina, meu melhor amigo... namorando!? Mas era verdade. E eu acabava de quebrar uma das nossas "regras". Eu não gostava dessa sua felicidade, apesar de você estar feliz, eu não conseguia me sentir assim. A princípio não entendi esse sentimento, todo esse ciúme exagerado. Porque eu desejava vê-lo feliz, mas não com ela. Você era meu amigo.
Infelizmente, nós discutimos por causa disso, se lembra? A partir daquele dia eu... nós... sabíamos que nada seria igual. E não foi. Depois de tanto tentar entender que sentimento era aquele que me fazia odiar aquela garota, juntei todas as peças e cheguei a conclusão de que era amor. E tudo aquilo não podia ficar do jeito que eu deixei. Como a amiga que sempre -ou quase sempre- fui, te deixei ir embora. Sem lutar pelo meu grande e infinito amor, pois ele já pertencia à outro alguém.

Thais Katsumi.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ainda quero ouvir meu nome.


Eu perguntei quem era o amor da vida dele, esperando que a resposta fosse o meu nome. Entretanto, ele sussurrou outra coisa que não faço questão de lembrar. Mesmo assim, esperei que só o tivesse dito para que eu sentisse ciúmes, mas ele falava sério. Eu sorri. É claro, eu estava errada.
Ele nunca me amaria.

Thais Katsumi.

ShareThis