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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Te preencha.


Queria um dia conseguir te saciar. Preencher todos os buracos negros que te consomem por dentro. Você consegue imaginar? Ser preenchido invés de consumido? Ver você transbordando seria, de longe, uma das maiores felicidades da minha vida. Entristece saber que eu não sou a pessoa que te satisfaz, que acaba com teus medos, que te revira do avesso e que te desafoga desse oceano de lágrimas encarceradas no seu peito. E mesmo assim quero um dia poder ouvir da sua boca que "não há mais nesse corpo aquele monstro que um dia só crescia".

Eu espero, honestamente, que algo te preencha. Algo porque talvez não seja uma pessoa. Quem sabe uma conquista, um lugar, ou até mesmo um sentimento? Torço desesperadamente para poder ver o seu sorriso quando isso acontecer. Torço para ver isso mesmo que de longe, mesmo que eu não esteja mais tão presente na sua vida. Mesmo que você tenha se mudado pro outro lado do mundo e fale qualquer outra língua desconhecida. Eu preciso ver o seu sorriso de satisfação.

Por ora, gostaria que soubesse que, se quiser, posso ser a tua escora. Você pode abrir seu coração e me deixar entrar, e eu nem preciso ir até as partes mais profundas se isso não for conveniente, posso ficar nas beiradas até que você se sinta confortável. Sei que não sou sua família, mas queria muito poder estar ali nos seus piores dias, quando nada no mundo inteiro te fizer bem. Eu só queria estar ali. Já fico feliz quando conheço seus sentimentos, mesmo que eu não entenda como realmente é. Por ora, quero tentar ser um pedaço daquilo te preencherá um dia.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Um novo cara.


De repente... Te esqueci. E não foram segundos ou minutos como costumava acontecer. Foram horas. Horas mesmo. Na verdade, só fui me dar conta agora, depois de um dia inteiro sem nenhuma partícula de ti em mim. Imagino que esteja tão pasmo quanto eu. Quem dera a guria mais carente do mundo esquecendo o cara da vida dela. Mas é, foi o que aconteceu.

Isso porque outros olhos, tão lindos quanto os teus, me olharam por todas essas horas. É porque outra voz, levemente mais aveludada que a sua, contou-me piadas que me fizeram rir tão alto que a vizinhança toda pode ouvir.

E aquele sentimento de não te pertencer mais deixou-me tão aliviada que pensei nunca mais precisar te ouvir, nem te abraçar, ou te olhar, ou te beijar. Porque aquilo estava fazendo-me bem. Tão bem que talvez este novo cara seja meu mais novo vício. Assim como é possível que este meu mais novo vício me faça esquecer de vez o meu antigo (você, diga-se de passagem). O que me assusta um pouco, já que nunca pensei na possibilidade de te esquecer. Mas que também me deixa feliz, já que finalmente não me importo com o "nós" como você também não se importava.

Não estou trocando-te. Estou respirando novos ares. Talvez ele tenha entrado na minha vida na hora certa. Isso é considerado amizade por interesse? Espero que não, pois nunca me senti tão bem por tão longo período de tempo. E ele é o culpado disso tudo. Ou talvez você em primeiro lugar. Então, de certa forma, obrigada por ter feito-me encontrar esse cara. Quem sabe ele não vê em mim o que você nunca viu?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Meu contra regras.


Lá estava você: quebrando as regras novamente. Já não sei mais quantas foram as vezes que te pedi para ser normal. Ah, mas eu estaria mentindo se confirmasse tamanha falsidade. Talvez você acreditasse se eu não morresse de rir com seu jeito todo sem jeito. Imagina como seria se você entrasse pela porta e não pela janela, ou se resolvesse andar na rua sem me pegar pela cintura e me carregar como se eu fosse sua mochila. É, não seria legal. Não seria você. Não teria mais feições carentes no meio da madrugada, nem omelete com chantilly, tampouco declarações não ensaiadas e nem um pouco românticas.
Querido, você é a razão para eu dormir esperando não estar de tpm no dia seguinte. É o motivo dos meus sorrisos em sábados sem tv à cabo. E é a única coisa que eu preciso depois de um dia sem comer coisas deliciosas por conta do meu regime.
Ah... Veja só, eu fazendo todas essas palavras te darem náuseas, tanto que deve estar vomitando. Mas não tenho culpa se tu me faz sentir assim. Toda linda e apaixonada. Toda sua, querido.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

23 de Maio de 2012, 12h 12m


Querido Bê,

Olho pela janela todo minuto, e nada de você. Estou com saudades e você não aparece. Você disse que estaria aqui ao meio dia em ponto. Já estou ficando preocupada. Só porque eu tinha feito sua comida preferida junto com sua sobremesa preferida (até loquei um filme de ação invés de um romance), e você não aparece.

Tudo estava indo tão bem, fazia tanto tempo que eu não discutia com você. Mas acho injusto eu ter que esperar pelo meu amor por tanto tempo assim. Eu sei, eu sei, são só alguns minutos de atraso. Só que ficar sem você dói tanto. Dói aqui dentro do peito, sabe? Mentira. Dói o corpo todo, e parece que vou explodir se ficar sem te ver.

Desculpe por ser tão grudenta, vou tentar melhorar.

Ps: Você está chegando com seu sorriso lindo agora.

Não invente desculpas esfarrapadas,

Eu te amo mais do que filme de romance.

Alie.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Não é ilusão, é amor. Ou ilusão mesmo.


É simples, estou aqui pra te iludir, menina. Mas não veja isso negativamente, eu me esforço um bocado para te fazer feliz quando deveria estar pensando no futebol de quarta à noite ou no churrasco do final de semana. Só não posso afirmar que todas as coisas que te faço fazem parte dos meus desejos, pois muitos não tem a ver diretamente com você - aposto que ficaria irrita se soubesse de sessenta por cento deles. O que quero dizer é que... eu te amo, mas talvez não seja o amor que você idealizou durante sua vida. Não consigo explicar. Já fiquei horas me perguntando que tipo de sentimento é esse, e nada. Tudo que posso lhe dizer é que: nem sempre o que eu digo vem diretamente do coração, geralmente são meras frases ensaiadas para que você olhe dentro dos meus olhos e diga "ah amor, você me faz tão bem" com aquele seu jeitinho todo meigo. Também tenho de lhe confessar que se faço isso deve ser por algum motivo além da minha capacidade de entendimento. Você me conhece, sabe que não sei fingir quando não gosto. Apenas... com você é diferente. Gosto de gastar horas do meu dia ensaiando frases bonitas e pensando em mil maneiras de te ver sorrindo. Eu só acho tudo isso bobagem. Até porque eu achava que não precisaria provar amor ou coisa parecida, mas vocês, mulheres, são sempre muito desconfiadas. Sei disso porque já saí com muitas, e muitas dessas já deixaram seus cheiros na minha roupa, junto com propostas de entrarem na minha vida, porém não conseguia vê-las por mais de três dias. Não vou dizer que contigo foi diferente, porque, detalhista como não sou, só posso dizer que acho todas iguais, no entanto, por algum motivo, quem eu amo é você. Fiz até um esforço para descobrir tal motivo, e cheguei a conclusão de que devem ser detalhes mínimos impossíveis de serem descritos, mas que meu coração conhece muito bem. 

Eu te amarei até a eternidade. 

Ps: Pra ser sincero, não queria te fazer essa promessa, pois tenho medo de não cumpri-la e te magoar. Mas arriscarei de qualquer forma, é o que eu quero lhe dizer neste momento: que eu quero te amar pra sempre, minha menina.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Cuidado com meu coração.


É, você não sabe cuidar de nada mesmo. Veja meu coração, todo despedaçado. É assim que você trata tudo que lhe é entregue nas mãos?
Pois então confesse que as rosas que lhe dei já não tem mais aquela vida. Só não diga que a culpa foi minha, pois quando lhes entreguei já não mais me pertenciam. Comigo elas estavam intactas, em perfeito estado. Pareciam recém colhidas, originárias de um jardineiro profissional, quando na realidade eu cuidava de cada botão nos últimos meses, para que lhe fossem entregues vivas, radiantes, recheadas de amor. Porque era disso que eu as alimentava... De amor. No entanto tudo que você conseguiu foi abandoná-las no parapeito da janela, como se elas pudessem viver de sol. Quem dera se você lembrasse que elas também tem sede. Sede de carinho, de cuidado, atenção. Sede do que você não conseguiu oferecer nem pro mais puro coração.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Era isso que eu era, não é?


Apenas um curativo. Para tapar todas as feridas que ela deixou. Para esconder qualquer buraco que ela tivesse aberto no seu coração, certo? Não há mais razões pra mentir. Até porque é geralmente assim que as pessoas procuram novas companhias, novas amizades, novos amores. Para tentar esquecer os antigos. São como leis da vida. Não te culpo por isso. Gostaria apenas que tivesse sido honesto comigo desde o começo. Tudo bem, não precisa tanto drama assim, não é? Até porque foi assim que nos conhecemos, dessa maneira meio boba, mas que gerou até uma amizade bonita. Poderia nunca mais acabar. Você sabe, isso que eu chamo de carinho. Essa coisa de ficarmos acordados a madrugada toda, de você brincar com meu cabelo e eu odiar isso, de eu ficar horas e horas ouvindo suas histórias malucas e suas piadas que não fazem o mínimo de sentido, além de todas as pequenas surpresas que você me fazia e das suas frases sempre inteligentes que faziam meu dia brilhar. São coisinhas assim que me fazem feliz. Ou talvez seja apenas... Você.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O meu discurso.



Começaria por ordem alfabética, mas não somos mais crianças e todos sabem que gosto de cada um de um jeito especial.
Antes de qualquer coisa, quero agradecer por todo o carinho que eu recebi, não só hoje, mas em todo o decorrer do curso. Ter recebido uma festa surpresa foi como a “prova” de que tudo isso valeu a pena. Não pelo valor material (até porque isso nunca foi o mais importante pra mim), mas por uma coisa que vai além de qualquer descrição, qualquer palavra. É mais que carinho, é mais que amizade.
Para terem uma ideia, eu só estava esperando que vocês lembrassem do meu aniversário e me dessem parabéns. Isso seria suficiente pra deixar o meu dia feliz.
Mas você sabe como é se sentir importante em um dos dias mais importantes da sua vida? Você consegue imaginar quão grande é a felicidade de uma pessoa que acaba de perceber que ela faz a diferença, mesmo que pouca, na vida de uma outra pessoa? Se consegue imaginar tudo isso, é porque pode materializar um pequeno pedaço de tudo que eu senti hoje.
Como eu queria que isso nunca acabasse.
Tudo isso começou em setembro de 2009. Onde eu era nada mais nada menos que uma garotinha, que não sabia nada da vida. Naquele mesmo ano, pessoas muito importantes entraram na minha vida. E quem diria que eu estaria com essas pessoas até hoje, não é? Foi em 2010 que eu percebi que aquele lugar me fazia bem. Eu poderia estar no pior dia da minha vida, mas quando eu chegava lá todos os problemas desapareciam, o mundo ficava até mais bonito. Habitável. Foi naquele ano que eu descobri a amizade de uma pessoa muito importante, a Raquel. Foi a minha primeira amiga daquele lugar. No começo era muito estranho. Eu tinha muita dificuldade de me enturmar, e as pessoas pareciam meio distantes. Mas o tempo foi passando e toda minha timidez já não existia mais. A Raquel se tornou minha confidente, o meu outro lado. Talvez por ela ser tão séria e eu tão... Sei lá, idiota. É claro, com o tempo vamos conhecendo quem as pessoas realmente são, e eu vi uma Raquel alegre, feliz, que tinha seus pontos de vista (muitas vezes que não correspondiam aos meus) e claro, seus problemas. Mas nada que um bom dia de curso não resolvesse.
Ainda no mesmo ano, duas pessoas mudaram muito a maneira de eu ver o mundo. O Adalberto sempre foi o “coração” daquilo tudo, digo isso porque, diferente de qualquer outra pessoa, ele tem um coração grandíssimo! Não que vocês não tenham, mas... Vocês entendem, não é? Ele é cavalheiro, gentil, atencioso, pensa muitas vezes mais com o coração do que com a razão. Como eu sempre brinco, é o cara que toda mulher deseja.
Já o Igor, ah, o Igor é um grande amigo, não é? Apesar de todos dizerem que ele é muito chato, ele também tem suas qualidades. É claro que eu fico desmoralizada quando ele diz “até você, Thais”, portanto, vindo dele, provavelmente é brincadeira, não é? Bom, espero que seja. Porque você é muito especial, Igor. E fiquei feliz em saber que eu seria sua madrinha (bom você não falar isso pra as suas outras amigas, viu? Hahaha).
No final de 2010 fui praticamente obrigada (tudo bem, foi apenas um convite) para dar aulas de desenho. Se vocês soubessem como eu não queria. Mas finalmente aceitei, talvez porque a Raquel estaria comigo nessa, ou talvez por livre e espontânea pressão.
E querem saber de uma coisa? Foi uma das melhores decisões da minha vida, mesmo com todo o medo acumulado dentro de alguma parte de mim antes de entrar na tão temida “sala de aula de desenho”. Foi assustador. Nunca tinha ficado tão nervosa quanto naquele dia. Espero que vocês não lembrem de todas as frases erradas que eu havia dito.
Lembrei-me agora daquelas risadas dos seus primeiros desenhos.
É tão estranho como tudo mudou desde o primeiro dia de aula. Como nós ficamos tão próximos à cada dia que passava. Como vocês passaram de alunos para amigos. É, é disso que estou falando. De amizade. Uma amizade que me trouxe tanta felicidade, tantos sorrisos, tantas lágrimas. Tenho até vergonha de lembrar que fui capaz de dizer que esse ano não foi especial, que não valeu a pena. Porque valeu.
Sempre dizíamos que a Bruna era a mais interessada em tudo. Foi em todas as risadas dela que eu conheci uma garota com uma alma invejável. Não apenas mais uma garota fútil, mas uma garota com atitude. Que têm lá seus medos, mas medos que não superam seus sonhos fantásticos. Que apesar de não ter força suficiente pra carregar um molde, tem uma força enorme para cumprir seus objetivos.
Ariadny sempre foi a cabeça do grupo. Foi nela que eu descobri o poder de um olhar, de um gesto. Admiro toda a determinação que vejo nos seus olhos de ressaca. Eu nunca esquecerei sua risada maligna, ou suas caretas engraçadas como se não ligasse para o que os outros dizem, nem toda essa maturidade que menina nenhuma na sua idade teria, com exceção da sua irmã gêmea, Nadiny.
A Nadiny é o anjo do curso. Lembro que o Igor sempre falava que as gêmas eram como todas outras meninas. Mas não são. A Nadiny é a parte meiga da Ariari, ela tem todo um carinho especial na hora de falar. Seu olhar sobre todas as coisas é um olhar de uma garota que sabe sobre o mundo. É incrivelmente paciente e parece que qualquer coisa pode lhe quebrar, machucar. Apesar de todo o pessimismo, no fundo ela sabe que pode passar por muita coisa.
A nossa nova mamãe, a querida Alessandra, sempre foi a mais gozadora! É dela que vinham as piadas mais sem nexo (ou com excesso de nexo) do grupo. Mesmo faltando tanto, ela não conseguia nos fazer esquecer da garota-menino que ela é, já que segundo ela, é mais garoto do que garota. Toda sua mudança de humor à cada momento foi marcante, não foi? Porque, ô garota bipolar, viu?
O Josiel é o cara que disse que todo homem tem um pouco de gay dentro de si (?). Enfim, é o contador de histórias que, desculpa, mas na maior parte das vezes me fazem viajar e não prestar atenção. Mas Jojô é um cara legal, que houve bandas emos, mas é legal. Um tanto quieto, e ao mesmo tempo cheio de argumentos sobre o mundo. É um bom observador e um aprendiz do cavalheirismo do Adalberto.
O Ailton? Bem, este quase não vejo. Deve ter alguns super-poderes que o fazem desaparecer! Ele é o rapaz misterioso que quase não conversa, fechado, quieto. Mas que dizem ser mais bagunceiro que o nariz. Apesar disso, me parece ser um bom moço se eu conhecer melhor. Aposto que descobriria seus poderes de aparição e sumiço. (Perceberam que ele sumiu na foto também? hahaha)
O Stanley é o nosso maior turista de todos os tempos. Sua visita acontece geralmente em todas as sextas-feiras. Ele é um super fofo comigo, mas, inexplicavelmente quando estamos em grupo ele desconfia de cada passo que damos.
E nosso mais novo membro, Renato! Dele só consigo esperar coisas boas. É quieto, ainda, pois faz cerca de uma semana que está lá conosco. Mas já é praticamente um escultor! Além disso, já é nosso amigo, e pra quem não tá sabendo, teremos milho cozido (ou sei lá o que) na sexta-feira, trazidos por ele.
Vocês já devem imaginar o quanto vocês foram marcantes pra mim, não é? Só por terem um texto no meu blog, já significa muito, podem ter certeza. Pois aqui é o lugar que mostro a minha vida. E vocês fazem parte dela. Parte essencial, aliás. Por favor, nunca esqueçam o quanto são importantes. Eu sei, eu sei, deveria ter dito isso hoje, mas as palavras sempre me somem nos momentos mais importantes, nos momentos mais bonitos, que fazem cada célula do meu corpo tremer. Mas eu prometi um discurso, não é?
Obrigada, mais uma vez, por existirem. VOCÊS FAZEM A DIFERENÇA.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Hoje é seu dia.


Pensei em fazer alguma surpresa, te dar algum presente legal, mas talvez eu não devesse fazer uma coisa que aquela outra pessoa deveria fazer, não é? Mesmo que eu quisesse te ver extremamente feliz e vibrando por dentro, por alguma surpresa que eu te fizesse. Então decidi apenas te mandar uma mensagem. Sem rodeios ou melosidades. Mas cá estou te escrevendo um texto, afinal. Pra ser sincera, acho que você merecia mais. Mais que isso, mais que qualquer coisa.
Eu sei, eu sei, talvez eu nem te conheça tão bem pra saber, mas é o suficiente pra desejar - de coração - tudo de melhor. Desejar que você possa chegar na terceira idade e gritar para o mundo "VALEU A PENA!". 
Provavelmente qualquer coisa que eu fizer... qualquer coisa que eu disser, não será de grande preciosidade pra você. Você sabe. Eu sempre duvidei da minha capacidade de impressionar as pessoas. Sempre duvidei de mim. Talvez por isso perdi muitas delas.
Não sei se já te perdi. Portanto, espero, angustiadamente, que a resposta seja não. E se não for essa... tudo bem. Porque pra mim valeu a pena!
Obrigada, por você existir. Afinal, é neste dia que comemoramos a sua existência, não é?

Thais Katsumi.

domingo, 23 de outubro de 2011

É tão estranho como tudo aconteceu.


Certo, eu não sou bonita como ela. Nem tão extrovertida ou popular.
Eu sei, eu sei. Também pensei que já tivesse superado. Mas sabe, quando eu disse que te amava, não foi brincadeira. Você disse que não era amor (ou que esperava que só fosse uma paixão boba), e eu tentei acreditar. Fiz de tudo pra que essa sua teoria fosse verdadeira. Acreditei que só podemos amar uma vez e que essa única vez é aquela que chamamos de amor das nossas vidas. Entretanto, não é bem assim, não é? Podemos amar mais de uma pessoa. E podemos continuar amando mais de uma pessoa para sempre. 
Cheguei à essa conclusão hoje. Pois eu senti ciúmes. Não foi um ciúme bobo. Machucou meu coração. Por isso, acho que eu te amo. Mas eu também amo aquele meu primeiro amor. Apesar de não saber se esse amor é o mesmo que chamam de amor.
E mesmo que essas palavras sejam pra você, não quero que saiba a verdade. Porque afinal, não fará diferença alguma na sua vida, não é? Também não quero que me veja dizendo que ainda te amo. Porque não vale a pena. Porém, se está lendo isso (eu sei, provavelmente não está), finja que é só mais uma carta desnecessária. E que não estou escrevendo isso pra ti... Finja que eu não continuo sendo a mesma idiota de sempre. 
Entretanto, eu não vou te enganar. Sinto falta das nossas conversas sem nexo, das suas palavras meigas que me faziam sonhar contigo (as mesmas que eu nunca acreditei), e do seu coração apaixonado pela pessoa errada (ou talvez a certa, não sei). Tudo isso me fez acreditar em você. Me fez criar um romance, que na verdade, nunca existiu, mas que me fazia bem. Era como se finalmente o conto de fadas se tornasse real (ou quase real).
Eu não queria te perder, então tentei fazer a coisa certa, quando na realidade eu fazia a coisa errada. Por isso não sei se continuamos os mesmos. Quero dizer, não sei se você ainda gosta de mim. Não aquele gostar como eu queria que você gostasse, mas como você costumava gostar: como uma amiga, como sua caixinha de segredos. Porque é disso que eu sinto falta.
Desculpa. Tenho que parar por aqui. Estou me sentindo estúpida demais para continuar com esse despejo de sentimentos que provavelmente só fará você me odiar mais ainda. Aproveitando essa estupidez toda, só mais uma pergunta... Você se arrepende de ter me conhecido?

Thais Katsumi.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Aquelas nossas promessas.


Lembra-se do dia que fizemos inúmeras promessas de amizade? Promessas que, se não fossem cumpridas, uma sequer, significaria uma traição, e que dependeria do "traído" para decidir se continuaríamos amigos ou não? Sei que muitos devem estar pensando quão tolo foi isso. E estão certos, já que não passava de uma brincadeira. Uma brincadeira séria. Que nos provaria quão resistente seria nossa amizade.
Prometemos nunca mentir, toda vez que chorássemos deveríamos ligar para o outro, não contaríamos nossos segredos a ninguém, deveríamos nos falar todo dia se ficássemos sem nos ver, e desejaríamos a felicidade um do outro acima de qualquer coisa.
Nossas promessas eram cumpridas facilmente. Até que um certo dia você chegou me dizendo que estava namorando, e que estava feliz por isso. Claro, eu não acreditei! Imagina, meu melhor amigo... namorando!? Mas era verdade. E eu acabava de quebrar uma das nossas "regras". Eu não gostava dessa sua felicidade, apesar de você estar feliz, eu não conseguia me sentir assim. A princípio não entendi esse sentimento, todo esse ciúme exagerado. Porque eu desejava vê-lo feliz, mas não com ela. Você era meu amigo.
Infelizmente, nós discutimos por causa disso, se lembra? A partir daquele dia eu... nós... sabíamos que nada seria igual. E não foi. Depois de tanto tentar entender que sentimento era aquele que me fazia odiar aquela garota, juntei todas as peças e cheguei a conclusão de que era amor. E tudo aquilo não podia ficar do jeito que eu deixei. Como a amiga que sempre -ou quase sempre- fui, te deixei ir embora. Sem lutar pelo meu grande e infinito amor, pois ele já pertencia à outro alguém.

Thais Katsumi.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nós dois e o mundo lá fora.


O sol acabou de nascer e alcançou meus olhos que adormeciam a algum tempo. Não posso evitar. Já não tenho mais sono.  Mas isso não importa, é só mais uma desculpa para eu sentir sua respiração enquanto você dorme. Enquanto tuas mãos apertam as minhas, como se estivessem me protegendo de um monstro dentro do seu sonho. É gracioso.
Te olhando agora, me faz lembrar da primeira vez que te vi, do seu jeito desligado e desinteressado pela vida e das inúmeras vezes que eu disse te odiar por ser tão mesquinho e idiota. E agora você está aqui, comigo. Neste sofá que era aparentemente apertado para um, mas que agora parece ter espaço de sobra para dois. Pensando assim, é impossível acreditar em algo além daqui. Além de nós. Além de nossos corações que batem compassadamente querendo se juntar. O mundo lá fora nunca me pareceu tão fútil. O amor é assim, não é? É nossa energia se integrando, recheadas de lindos sentimentos.
Minha vida toda está se resumindo neste momento. Estudo, profissão, carreira e até mesmo o sono e a fome não estão importando. Parecem não existir.
Somos apenas eu e você. Aqui. Juntos. Eternamente.

Thais Katsumi.

Texto escrito para a tag Texts in Love do blog Cravo e Canela.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigo,


Ouvi uma vez que as pessoas entram na nossa vida para ensinarem ou aprenderem. Alguns ficam por alguns segundos, talvez dias, outros permanecem por anos, e ainda outros pela vida inteira. Os que são passageiros, não deixam de ser importantes, eles apenas terminaram o que vieram fazer ao nosso lado. Talvez estes voltem num futuro, e desapareçam novamente. Mas se fomos amigos, foi por algum motivo.
Por isso, obrigada por ser meu amigo.
Seu colo nas minhas horas de desespero foi um ato de carinho, de compaixão; suas perguntas de por que eu estava tão triste, fizeram com que eu me sentisse alguém; seu humor e sua loucura, foi o que me fez esquecer dos problemas da vida; sua preocupação por eu ser tão inocente/pequena/delicada/quebrável fez eu me sentir importante; seu abraço comprovou que existe amor; nossos dias juntos me mostraram o que é felicidade; suas palavras aliviaram a minha dor; e a saudade, esta existirá pra sempre. Mas de qualquer forma, independente do que aconteça, vocês, todos vocês, meus amigos, estarão no meu coração.
Talvez eu não mereça amizades tão valiosas assim, mas farei o possível para provar o quanto vocês mudaram a minha vida.

Thais Katsumi.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sempre fui muito sentimental,


Despedidas nunca foram meu forte, mesmo quando elas não eram permanentes, me machucavam. Então, por favor, se for entrar na minha vida, não saia. Ou então, faça com que eu não goste de você. Meu coração agradece.

Thais Katsumi.

sábado, 16 de julho de 2011

Love you forever.


If ever you're too sick to walk
I'll carry you, take care of you
If ever you feel scared and alone
I'll hold you
And I'll just hold you

When the lights go out in the Universe
I'll be next to you
I'll be next to you
And I surrender myself to you

I'll love you forever
I'll like you for always
For always together we'll be
I'll love you forever
I'll like you for always
For always together we'll be

When you get cold
Just like you do
I'll give you my coat
'Cause I'm here for you
And as we grow old I promisse you
To love you with every breath
That is true

Love you forever - Ryan Huston.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Descobri que


Chegou um certo ponto da minha vida em que uma cena qualquer do dia-a-dia se tornou poesia.
A pomba parecia estar a espera de seu amado; a lua se tornou parte de uma frase de amor; e os raios de sol, meu banho energético diário. 
Tudo parecia muito mais vivo, muito mais feliz. As pessoas não eram mais frias, e as cantadas no meio da rua não me afetavam mais. Meu coração disparava só de pensar no motivo de tudo aquilo; em toda aquela mudança que aconteceu de repente. Pois tais sensações, que acreditei nunca ter sentido, chegaram com mais intensidade que nunca. 
Estou falando daquilo. Aquilo que fez meu coração querer sair pela boca, que me deixou horas sem dormir e dias fazendo música e poesia. É aquilo que chegou sem avisar, e saiu deixando cicatrizes que permanecem cravadas em algum lugar do meu coração.
Me disseram que aquilo era paixão. E que é linda, mas rápida. Que passa. E depois que acaba, você percebe que era apenas uma idiota apaixonada. No entanto, aprendi que quando essa paixão é duradoura e machuca... Bem, ela passa a se chamar amor. E que na verdade, ela não sumiu. Ela só está escondida, esperando que aquele motivo apareça novamente.

Thais Katsumi.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quem é você?


Fazemos parte de um universo, que não se sabe se é o único ou não. Neste, há cerca de 200 bilhões de galáxias, onde uma delas é a nossa, a Via Láctea. Na Via Láctea, existem por volta de 100 bilhões de estrelas, e uma delas é o Sol, que possui 8 planetas ao seu redor, e um deles é a Terra. A ciência calcula que pode existir cerca de 30 milhões de espécies na Terra, mas só estão registrados 3 milhões. Dentre esses 3 milhões de espécies, uma é a nossa: homo sapiens. Na nossa raça, pode-se contar mais de 6 bilhões de indivíduos. E um deles, é você.
Consegue ver o tamanho da sua importância? Claro, provavelmente Deus criou um universo tão imenso para você ser a pessoa mais importante. Mas quem sou eu? Quem sou eu pra falar que minha religião, minha cor ou minha etnia é melhor que a dos outros? Quem sou eu dentro desses 6 bilhões de seres humanos, que é uma das 3 milhões de espécies que vivem na Terra, onde a Terra faz parte de um Sistema Solar, que está entre outras 100 bilhões de estrelas que fazem parte de uma das 200 bilhões de galáxias existentes em um universo? Quem sou eu? Quem é você?
E ainda existem pessoas que acham que somos os únicos seres vivos no universo. Deus não criou tudo isso só para você.

Thais Katsumi, baseado em "Você sabe com quem está falando?"

sábado, 25 de junho de 2011

Não troque a vida pela destruição.


Colocamos chão onde antes havia terra. Derrubamos árvores para construir casas, e prédios, e indústrias. Praticamente trocamos o gás oxigênio pelo gás carbônico, sem ao menos perceber. Colocamos máquinas onde nossas mãos deveriam estar. Trocamos o nosso cérebro por robôs. Além de peculiaridades que ninguém faz questão de observar, como o papel de bala que você deixa cair acidentalmente. Nossa raça já está ficando escassa, e se continuarmos assim, não existiremos mais. Dizem que somos os únicos seres que ambicionam viver, no entanto, parece que estamos fugindo deste propósito. Faça melhor. Isso depende de você também.

Thais Katsumi. 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Nunca vamos aprender.


O amor quando vem não manda recado. Vem porque vem. Vem porque tem que vir. Vem porque tem que acontecer.
E como seria bom se entendêssemos de uma vez por todas a amar como os animais, cuja única preocupação no amor é se amam ou não.
Não importa a cara, o corpo, a religião, a condição social.
Não importa o curso na faculdade, se fez faculdade, se escreve certo ou errado.
Eles não se importam se você é branco, negro, preto, amarelo, azul, et ou se você nem é alguém. Eles nos amam porque assim o sentem, porque assim o desejam.
Eles não se importam se a comida que você deu é de ontem, se a água está fresquinha. Eles lembram que você os alimentou, e por entenderem isso como um gesto de carinho. Então retribuiem este carinho.
Eles não se importam se você foi embora. Se você demorou pra voltar. Eles nem entendem por que você some às vezes. O importante pra eles não é quanto tempo se passou, mas quanto tempo ele fica com você. Por isso ficam tão felizes com a chegada, e não ficam te cobrando se demorou. Porque eles não têm tempo pra isso. Eles vivem menos. Pros cachorros, cada ano deles vale 7 nossos. Isso significa que cada  mês valem 14 meses, mais de 1 ano. Cada dia vale 1 semana. E cada voltinha de 20min significa 140min com você.
Então, aprenda a amar como um cachorro. Ele deita do seu lado em silêncio. Eles têm a memória fraca. Se recebe uma bronca agora, em 1 minuto já tá correndo atrás de você pra brincar.
Talvez seja por isso que eles vivam menos: porque eles entendem de uma vez o jeito certo de amar. Nós, os verdadeiros irracionais, precisamos de quase 100 anos pra aprender a amar. E nunca aprendemos de verdade.

Uma falha na memória.


Nos fazem acreditar que para sermos felizes precisamos estudar, cursar uma boa faculdade e ter um emprego que nos traga fama ou dinheiro. Dizem que quanto mais inteligente formos, maior será nossa chance no mercado de trabalho. E que isso é o mais importante de tudo. Nos fazem ficar noites e noites sem dormir. Semanas, meses ou até anos estudando. E chorando, quando não conseguimos conquistar o que eles nos ensinaram a desejar. No entanto, eles esqueceram de nos informar que nem sempre esse é o caminho da felicidade, e que não estamos dando valor às pequenas coisas da vida, como um sorriso, um abraço, ou até mesmo um passarinho que acorda para nos desejar um bom dia. Também esqueceram de dizer para não deixarmos de lado nossos amigos, porque são eles que nos colocam de pé todas as vezes que caímos. Esqueceram de nos informar, que educação não é saber quanto é 1+1, e sim saber olhar nos olhos e oferecer a mão. Talvez tenham esquecido que somos humanos e precisamos viver. Porque eles podem não ligar, mas apenas sobreviver... se tornou cansativo.

Thais Katsumi.

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