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domingo, 19 de abril de 2015

O que você tem no seu coração?


Tem uma vitrola no meu coração. Ela é responsável pela trilha sonora da minha vida. 

"De onde vem o jeito tão sem defeito que esse rapaz consegue fingir? Olha esse sorriso tão indeciso", tocou, logo que viu o cara por quem, um dia depois, me apaixonei. O primeiro LP repetiu-se nas três ou quatro semanas que o moço cegou-me. Foram 12 canções cheias de "It's just a spark, but it's enough to keep me going" com uma pitada de "O meu desespero é que quando acaba: você fica inteiro e eu fico o pó".

Não ouvi. Me joguei nessa aventura descabida.

Criou mofo na vitrola.

Ela parou de tocar, lentamente substituída pelas canções que o cara dizia serem melhores do que as minhas. Fiquei um tempão ouvindo o que a vitrola dele tinha a dizer. E dizia juras de amor "So if you're lonely, you know I'm here waiting for you. I'm just a crosshair". Ele nunca obrigou-me a ouvir, talvez por isso aquietou-se (a minha vitrola). Não deu um pio - tinha vergonha.

Até que o rapaz me machucou, quis, inconscientemente, que a playlist inteira dele tocasse dentro de mim. E algo no meu coração não queria que coubessem outros LPs ou um single que fosse ali. O medo do que poderia acontecer era a razão da rejeição - por isso doía. "Hate to say I told you so. Alright. Come on. I do Believe I told you so" - minha vitrola voltou a tocar, receosa. E eu sabia, ouvira seus avisos por quatro semanas.

Ela cutucou meu coração, questionando "Now, I need to know is this real love or is it just madness" - quis a verdade.

Hesitei. Apenas loucura, sussurrei.

Decidi esquecer o rapaz. A vitrola voltou a tocar. Tocou músicas que faziam meu corpo inteiro vibrar. A dor foi sumindo até que restou apenas saudade. "I got out, I got out, I'm alive and I'm here to stay. Hey, hey it's fine, I left it behind"


Trechos de:
DE ONDE VEM A CALMA - Los Hermanos
LAST HOPE - Paramore
UM SÓ - Clarice Falcão 
TAKE ME OUT - Franz Ferdinand
HATE TO SAY I TOLD YOU SO - The Hives
MADNESS - Muse 
TWO FINGERS - Jake Bugg

segunda-feira, 15 de julho de 2013

There is something beautiful.


     Tudo parecia barulhento demais naquela varanda outrora silenciosa. Por que eles não te gostam de ouvir, como eu? - pensei, indignada. Não fazia sentido estarem alheios a tamanha beleza. Talvez ouvir-te tocando aquele violão (que recusava-se a afinar), fora a melhor coisa que poderia estar acontecendo. E mesmo que eu fosse a única ali - quase colada a ti - que quisesse te ouvir, era óbvio que aquele era um momento que deveria ser guardado.
     Te ouvir era tão bom que eu poderia deixar tudo de lado só pra ver seus dedos dedilharem à vontade naquele monte de cordas, que acompanhavam sua voz aos sussurros cantando músicas que eu sequer fazia ideia que existiam, mas que soavam perfeitas interpretadas por você.
     Percebi que não te ouvia há tempos, pois mal lembrava da tamanha habilidade que você carregava. Seus dedos, mais ágeis que antigamente, faziam um trabalho belíssimo executando solos e dedilhados que eu nunca aprenderia. Sua paixão pela música gritava dentro do teu peito, querendo explodir, querendo dizer pro mundo que dinheiro nenhum pagaria sua felicidade por ouvir aquelas notas que saiam do teu violão.
     Era tão bonito.
     Eu quis chorar, uma hora. Mas chorar em público não estava nos meus planos. Só que era tão bonito. E eu tive tanta saudade disso que desejei que aquele momento nunca mais acabasse. Era incansável. Você era incansável.
      Senti saudade de como tudo era antes. De te ver todos os dias, te abraçar.
     Perguntei-me se alguém estaria amando-te tanto quanto suas canções soavam apaixonadas. Perguntei-me se estariam cuidando de ti, como você sempre cuidou de mim. E perguntei-me se este alguém também gostava tanto de te ouvir como eu. Porque deveria.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Você precisa conhecer: Ana Larousse.


Brasileira, paranaense, curitibana. Ana Larousse fez meu mundo parar quando ouvi sua voz pela primeira vez. Influenciada por artistas sensacionais, dentre eles - meus preferidos - Beatles, Mallu Magalhães, Marcelo Camelo, Little Joy, e Belle & Sebastian... Simplesmente não tinha como eu não gostar. É a mistura de tudo que é bom e mais um pouquinho.
Falo dela porque é simplesmente à músicas como as dela que recorro nas minhas horas de sufoco, quando preciso descansar, deixar o mundo de fora do meu mundo interno. São vozes como a dela que me acalma, que me livra de qualquer pensando ruim, que me faz abrir um sorriso quando o restante se desmorona.


"Ana canta o que dói de um jeito que salva. Sua voz é doce, suave, daí a nos cortar como berros que, numa espécie de retroalimentação, vem de dentro e para dentro, e calam fundo. Então releio as letras, elas tem densidade poética: peso, tensão, cores robustas, imagens que são colhidas num mundo raro. Contrastes. Suas melodias emanam luz sépia e neblina. E mesmo após o amanhecer, essa moça linda sabe cantar ainda mais baixinho, que é para não espantar as ausências. " - por Luiz Felipe Leprevost.


"Desde pequena, Ana guardava suas bagunças em cadernos e mais cadernos. Fazia de cada dor e sorriso um poema. Começou a estudar violão aos 10 anos e, em bandas de rock e punk, começou a jogar seu mundo em canções. Aos 19, deixou os gritos nas garagens de Curitiba para cantar baixinho lá na França. Foi na melancolia que carrega cada rua de Paris, que ela encontrou suavidade e leveza para cantar suas ausências."

"Seu primeiro disco, Tudo Começou Aqui, produzido por Rodrigo Lemos, é um delicado tratado sobre solidão e partidas. Um jeito de sublimar qualquer tristeza e bagunçar o coração de quem ouvir."

Gostou? Quer conhecer mais do trabalho dela? Você pode curtir sua página do Facebook, segui-la no SoundCloud, e ainda saber da sua vida através do Tumblr dela. Tá esperando o quê? 

Compartilha, e faça mais pessoas conhecerem esse belíssimo trabalho!

sábado, 17 de novembro de 2012

Dumb Ways to Die.


O metrô de Melbourne, na Austrália, lançou um clip para alertar as pessoas do grande número de mortes que envolvem trens. Para isso utilizaram uma tática diferente das comuns, com bichinhos fofos e uma música mais fofa ainda mostrando maneiras estúpidas de morrer. Confiram!


Você pode baixar a música do vídeo aqui.

Dumb Ways to Die - Tangerine Kitty

Set fire to your hair
Poke a stick at a grizzly bear
Eat medicines that's out of date
Use your private parts as piranha bait


Dumb ways to die, so many dumb ways to die



Get your toast out with a fork

Do your own electrical work
Teach yourself how to fly
Eat a two week old unrefrigerated pie


Dumb ways to die, so many dumb ways to die



Invite a psycho-killer inside

Scratch your drug dealer's brand new ride
Take your helmet off in outer space
Use your clothes dryer as a hiding place


Dumb ways to die, so many dumb ways to die



Keep a rattlesnake as pet

Sell both the kidneys on the internet
Eat a tube of superglue 
"I wonder what's this red button do?"


Dumb ways to die, so many dumb ways to die



Dress up like a moose during hunting season

Disturb a nest of wasps for no good reason
Stand on the edge of a train station platform
Drive around the boom gates at a level crossing
Run across the tracks between the platforms
They may not rhyme but they're quite possibly


Dumb ways to die, so many dumb ways to die

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Você precisa conhecer: Florence and the Machine


Florence and the Machine é uma banda britânica de Indie Rock. É liderada por Florence Welch e tem o apoio de vários outros músicos.
"O álbum de estréia da banda, intitulado Lungs, foi lançado em 6 de julho de 2009 e foi um enorme sucesso comercial na Inglaterra. Em outubro de 2011, Florence lança o segundo álbum, Ceremonials, que estréia em primeiro lugar no Reino Unido e em sexto lugar nos Estados Unidos. O som de Florence and the Machine é descrito como uma combinação de vários gêneros, incluindo rock e soul." - Via Wikipedia.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Você precisa conhecer: Lindsey Stirling.


Lindsey Stirling é uma artista que mistura violino clássico com dança moderna. Ela é compositora, coreógrafa e diretora das suas músicas. Segundo ela seu estilo musical é o reflexo da sua personalidade, e ainda diz que quer compartilhar sua crença de que todos devemos ser nós mesmos. Ela não está errada. Por ser tão ela mesma, seu talento já está sendo divulgado mundialmente. 
Eu não poderia deixar de compartilhar tamanha fofura, talento e inspiração - dá vontade guardar no bolso e levar pra casa.
Vejam que lindo o trabalho dela:


 
Já sabia desde o princípio que ela era um elfo.



Você pode ver mais dos vídeos dela no canal do Youtube. Ou conhecê-la pelo seu site.
Se gostou, compartilha!

domingo, 9 de setembro de 2012

domingo, 26 de agosto de 2012

Your song called "mine"


Nem tinha tanta louça assim, mas era suficiente para umas três músicas serem tocadas. A primeira foi um pop rock internacional, provavelmente irrelevante já que não lembro qual era; a segunda, Scar Tissue, que me fez suspirar já nos primeiros dez segundos; a terceira? A terceira seria o grand finale se ela não fosse a sua música, que por algum motivo insistia em permanecer na minha seleção. A sua música que parecia tão minha que eu não podia acreditar que não fora composta para mim. 

Talvez essa fosse a música que mais mexeu comigo em toda minha vida. Ou quem sabe só naqueles últimos meses? Não sei, minha memória nunca fora das melhores, e ainda assim fazia questão de não te esquecer.

A parte ruim de tudo isso (como se o resto já não fosse) é que qualquer som que parecesse com a melodia da sua música me lembrava você, e como você sempre foi ótimo em fazer eu me sentir a garota mais linda da face da Terra. Ou "do universo" como você sempre retrucava.

Podem se passar anos, e tenho certeza que sua música nunca sairá do meu ipod. Sei que ela me lembrará os bons e os maus momentos. Sei que chorarei imaginando tudo que eu perdi por conta do seu desleixo e que sorrirei pensando que apesar de tudo aquela sempre fora a decisão certa. Sei que sofrerei e que repetirei pra mim mesma para nunca mais escutar sua voz sussurrando o pedaço da canção que você sempre fazia questão de esquecer quando cantava "ao vivo". Sei de tudo isso e também sei que mesmo que eu te apague da minha vida, sua música fará questão de me relembrar o passado. Porque ela estará em todos os lugares: nas rádios, na internet, nas ruas, nos bares, nos ouvidos dos nossos filhos, e quem sabe, netos. 

Ela fará sucesso e sempre pensarei que fora feita pensando em mim. E talvez, quem sabe, é nisso que eu queira acreditar.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Venosa.

Venosa from oruminante on Vimeo.

"Uma menina acorrentada num calabouço. Uma mãe que ainda a trata como uma bonequinha. E lá de fora, sua outra à espera. Lá, entre as ruínas e os campos de girassóis mortos, a música que sua liberdade gosta de cantar… Ana Zumpano e Giovanna Degane protagonizam esta história sensual sobre como valhe a pena fugir de casa…"

segunda-feira, 30 de julho de 2012

The last song I'll call mine.



   Quero poetizar e abusar de rimas que rimem com teu nome. Rimas melódicas que façam poema virar música. Música esta feita para sair da tua boca irradiando todo sentimento perdido do meu peito. 
   Mas não sei construir versos livres. Nem versos regulares tornam-se melodia. Sei apenas falar-lhe o que não faz questão de ouvir. Tal como o fato de eu ter esperado que seus atos refletissem os fatos. No entanto, quem sou eu pra afirmar que todas aquelas cortesias e galanteios eram formas de dizer que precisava de mim. Eu sabia que na verdade faziam parte do seu teatro. Mesmo que seja difícil admitir, eu nunca fui pra ti qualquer migalha do que você havia sido pra mim. As músicas que você tocava... Cada verso parecia fazer sentido com o que eu vivia contigo, onde não necessariamente existia um nós.
   Deveria ter sido fácil olhar nos meus olhos e declarar o que declarara para... Quantas outras? Umas 10, 20, talvez 30 garotas. Mais bonitas, mais feias, mais simpáticas, mais esquisitas... Vai saber.
   Óbvio afirmar que ainda espero sua chegada inesperada no dia do meu aniversário, com sua música nova composta para mim. Especialmente pra mim. É claro que almejo que todas as outras canções tenham sido cantadas de coração. E não tenha dúvidas de que eu escolheria passar o resto da minha vida te ouvindo sussurrar a letra daquela música que você nunca me disse o nome.
   É, pensando bem, se eu estivesse à beira da morte, e se me oferecessem um último desejo... Agora, escolheria te ouvir cantar mais uma vez. Você o faria com o maior prazer. Não por ser pra mim, mas porque cantar é sua vida. "Se eu não posso cantar, não é minha revolução", você disse em um dia qualquer, antes de uma música que não era tua, mas que falava por ti.
   Não estou implorando que me entenda, tampouco que dê ouvidos a qualquer dessas palavras. Não quero nem que leia isso. Ou talvez queira, se não for rir de toda minha tolice. Quero o que nunca existiu. E o que não devo querer, mas que continuo querendo. A resposta deve ser ridiculamente óbvia... Quero tudo aquilo de novo, mas agora de verdade, e tão bom quanto o da primeira vez. Quero que você sinta também. Sem farsas, nem mentiras.
   Ou talvez eu queira tudo aquilo independente das consequências ou de qualquer sentimento por parte do seu coração. Ou talvez eu só queira uma última música. A minha.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O radialista sabe do amor



No rádio é assim: a gente sente que está olhando nos olhos do outro sem realmente estar olhando. E falando também, a gente fala com gente demais, individualmente, um por um, sem exclusão. Eu aprendi, guria, que a gente fala no ouvidinho de cada um a trilha sonora que aperta, sabe? Ah, aquela coisa que faz o olho fechar e tocar lá no fundo. Porque é diferente tu ires até a música escolhida como acontece hoje em dia. No rádio não, no rádio a música é que te encontra e te pega de supetão adivinhando teus pavores. Aquela velha de outras histórias que ardem quando o som começa a tocar, aquela que hoje te faz entender que o amor é tu de olhos fechados sentindo a música mais brega escondido no próprio quarto ou aquela canção de tristeza e até alegria enquanto o trânsito tira horas do teu dia e quando vê o cara ao lado entrou no mesmo choro ou riso do teu só pela janela. O rádio une, entende? Aqui a gente toca canções de amor. Há anos eu costumo iniciar assim: “Vamos lá tocar as histórias de amor”. E são histórias por demais! A gente toca no outro sem saber, mas no fundo sabe porque a gente é tocado também. As ondas do rádio vão longe, guria, longe por esses pampas todos. Esses dias toquei uma antiga, daquelas que faz o cara mais durão se desmanchar, e adivinha? Logo recebi uma dúzia de e-mail dizendo que não podia, tocar uma daquelas às 14h da tarde não podia, era tortura demais pra um coração só. Mal sabem eles quantos corações há na mesma sintonia, na mesma música sofrida. Aqui a gente toca canções de amor, porque o rádio vem de anos atrás, mas o amor vem desde sempre. Aqui a gente gosta de pegar pela mão e dizer “vai, dança com a guria que te encanta, canta pra mulher que te enlouquece, liga para o homem que te esqueceu”. Ah, a gente faz um bando de desgraça nos peitos alheios com essas músicas todas. É disso que gosto no rádio, guria: a gente não vê, mas sabe tudinho. Tem coisa mais igual nesse mundo do que ouvir a música tocar despretensiosamente no rádio no meio do dia, fechar o olho e pensar: “bah, essa não!”. Assim mesmo, com esse sotaque, com essa vontade e com esse olho fechado. Peito ferido, amando, odiando e querendo, é tudo igual, guria. No rádio ninguém se vê, mas todo mundo se entende… São mil histórias de amor.

Camila Costa

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Se eu tivesse uma canção.


Imagino algum cantor que compôs uma música especial. Uma música para alguém especial. A tal pessoa, aparentemente, passou, a história foi sendo arrastada pelo tempo e a música era apenas a música, sem exatamente vir à tona a história que carregava consigo. A música, então, faz um sucesso estrondoso, toca nas rádios, na televisão, vira o coral mais entonado dos shows daquele cantor. Ele, profissional que é, canta como sempre cantará todas as músicas que a sua voz souber alcançar os tons.

Um dia, porém, a história bate na porta outra vez. Ela ressurge, renasce quase lá das cinzas e deixa vivo o que se pensou estar morto, trazendo de volta ao cantor aquela mesma emoção de quando sentou e compôs a letra que entrara para a sua história. Ninguém além dele precisaria saber o que ou quem há naquela canção, o coração que chora em segredo, canta sorrindo. Ele vira um intérprete de si mesmo.

Mas quando a história volta o cantor fica descompassado. Então, no seu primeiro show após o baque da campainha anunciando o retorno, imagino eu que seja tudo completamente diferente. O público inteiro faz um coro e pede aquela, exatamente aquela, a que dó mais e cada um sente do seu jeito adaptando a sua própria história. A canção que feriu a pele inteira daquele cara lá em cima com o microfone na mão. A velha e sempre recente canção. A pele arrepia, a garganta sente um nó e ele não tem muito tempo para lembranças amargas ou felizes. Um artista não pode deixar o seu público na mão, e ele respira fundo e pede baixinho para aguentar o tranco. Ele a canta como nunca antes havia cantando. A câmera traiçoeira pega ali no cantinho do olho uma lágrima que amanhã será capa de muitos jornais, revistas e sites, porque aquela letra nunca havia doído tanto. Aquele homem do palco vira homem como todos nós, tendo sua história em segredo e compondo músicas para dizer o que uma conversa inteira olho no olho nunca foi capaz. Ele sabe que voltará para casa e as coisas ainda estarão fora do lugar. Porque se precisa de muito mais do que uma música para passar tudo a limpo. Toda a força dele se esvaiu na voz que não cantava, mas praticamente gritava o que quer que ele tenha escrito algum dia. Ele agora interpreta a vida real.

Eu não estou enrolando com uma loucura qualquer que tenha passado pela minha cabeça. Eu estou tentando dizer que escrevi muitas e muitas coisas, algumas não lembro nem se são minhas de fato quando as releio depois de um tempo grande, mas você é a minha canção que a platéia inteira pede.

Está entendendo tudo? Você é a minha velha canção; doerá toda vez que eu reler.

Antes fosse uma simples página do livro.

Camila Costa.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sua música, minha inspiração.


- Você consegue ouvir as lágrimas do som das cordas do violão quando sua palheta encosta nelas?
- Explique melhor.
- Você sabe, quando a palheta bate nas cordas, faz soar belíssimas notas.
- Que parecem lágrimas...?
- Sim. Tem sentimento. Consigo ouvir as lágrimas e até os sorrisos entremeio.
- São meras notas.
- Não diga isso. Você toca com o coração. É por isso que te gosto de ouvir.
- Você sabe que estou indo embora.
- Sei. Mas antes, toque mais um pouco.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Eu queria tanto que você não fugisse de mim

Créditos / o que custa você participar desse MEGA concurso? É só preencher um formulário!


Se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você
Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia.

Ei, vai pegar mal se eu contar que eu imprimi todo o seu mapa astral?
Você corre assim que der, quando souber?
E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar
Você vai pra um chalé em Macaé?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia.

Se eu disser foi por amor que eu invadi o seu computador
Você pega um avião?
Se eu contar de uma só vez como eu achei sua senha do cartão
Você foge pro Japão, esse verão?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia.

E se eu contar como é que eu me senti ao grampear seu celular
Você vai numa DP?
E se eu mostrar o cianureto que eu comprei pra gente se matar
Você manda me prender no amanhecer?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

(Macaé - Clarice Falcão.)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Seu nome


Me lembrava 
sua voz debochada
Que sempre acompanhava 
seu cheiro cítrico-amadeirado
Que também era o cheiro do 
seu quarto recém organizado
Que abrigava 
seu violão desafinado
Que vivia apoiado na 
cabeceira da cama
Que servia de apoio para 
sua foto de primeiro dia de aula
Que foi tirada 
um dia depois do meu nascimento
Que deveria estar um
frio congelante
Que sempre serviu para nos colocar debaixo das 
cobertas
Que nunca aqueceram 
nossos pés
Que permaneciam entrelaçados em 
laços reforçados
Que não são como nossos laços que se rompem por 
bobagens
Que pra você é sempre 
passado
Que não pertence mais à 
nós
Que hoje não existe mais.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Aquela obscena, mas perfeita.

Let me see you dance
I love you watch you dance
Take you down another level
And get you dancing with the devil
Take a shot of this
But I'm warning you
I'm on that shit that you can't smell baby
So put down your perfume

Bring your love baby I could bring my shame
Bring the drugs baby I could bring my pain
I got my heart right here
I got my scars right here
Bring the cups baby I could bring the drink
Bring your body baby I could bring you fame
And that's my motherfucking word too
So let me motherfucking love you

Listen ma I'll give you all I got
Get me off of this
I need confidence in myself
Listen ma I'll give you all of me
Give me all of it
I need all of it to myself

So tell me you love me
Only for tonight
Only for one night
Even though you don't love me
Just tell me you love me
I'll give you what I need
I'll give you what I need
Even though you don't love me. 
(Cour de Pirate - Wicked Games)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Bom dia.


Olha as flores que eu trouxe pra você, amor. São pra comemorar aquele dia que passei a viver do teu lado. Eu me lembro, entre nós não havia quase nada. E agora é só você que me faz cantar. Havia mil motivos pra eu não estar naquele show, mas o nosso destino foi escrito sob o som de uma banda qualquer. Eu me lembro, em setembro conheci minha mulher. E agora é só você que me faz cantar.


Los Hermanos.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Nossa música.


- Eu te segui pelos lugares mais escuros, entre escombros e ruínas. Sem me importar com as assombrações que eu encontraria ou pesadelos que eu teria.
- Por que você me seguiu? Eu nunca te vi nos borrões deixados para trás.
- Me pergunta "por que" depois de todas aquelas frases cantadas no meu ouvido?
- Cantadas?
- Sim, elas soavam como melodias no meu coração.
- Melodia era a sua voz para o meu ouvido até o dia em que você saiu do ritmo. Entrou em um compasso diferente, outra dança, outro par.
- Talvez a culpa fosse da sua música que não falava mais de amor.
- Você poderia ter trocado o disco, tocado a sua música. Eu entraria na sua dança, ou pelo menos tentaria.
- Eu tentei, mas sua obsessão pelo sucesso do momento desvaneceu qualquer som que eu pudesse emitir.
- Talvez eu tenha mesmo sufocado a sua tentativa de emitir qualquer som.
- E por que você deixou que esse abismo aparecesse entre nós?
- A culpa foi só minha? Você poderia ter gritado mais alto. O abismo apareceu porque deslizamos para lados diferentes.
- Esqueceu da parte em que você sufoca minha tentativa de emitir qualquer som?
- E se eu estiver me referindo a uma apenas, e as outras?
- Talvez minha voz não tenha alcançado o tom do seu violão.
- Se eu mudar meu ritmo você canta comigo de novo?
- Se eu cantar contigo de novo você promete ouvir meus murmúrios mais discretos?
- Prometo tentar, mas caso eu não ouça, você grita dessa vez?
- Você já arranhou meu disco a primeira vez. Minha música já está desgastada, não sei se aguentaria gritar novamente.
- Se eu disser que foi pela sua falta que eu mudei de tom... É difícil lutar sozinho, se mostre mais. Você mesma disse que anda entre as sombras, pelos escombros. Eu tentei de novo, você não se arriscou com um sim, me dando sua indecisão novamente.
- Sou assim, quando o álbum acaba, aperto o repetir e esqueço de ir para o próximo. Por que não damos um replay na nossa história?

Alethéia Skowronski e Thais Katsumi.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Macaé.

Um dos meus Hobbies secretos é tocar violão (e tentar, realmente, cantar). Pela primeira vez tive coragem de expor minha linda voz para o "público". E aqui está, um "cover" da Clarice Falcão, música Macaé. Portanto, nada de imagens da minha belíssima face -oi isso foi uma ironia-, coloquei apenas imagens legais que eu e a Bruna Oliveira gravamos esses dias atrás.

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