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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A saleta e o garoto.


     O lugar era apertado, quente e intimidador. Pouco notava-se os móveis claramente velhos demais para pertencerem a esse século, isto porque as luzes da tal saleta faziam mais sombra do que davam claridade.
     O menino, sentado ao lado da menina -que era nova por ali-, procurava mantê-la segura e confortável. Ele pouco entendia de garotas e suas necessidades absurdas causadas pelo excesso de hormônios, porém acreditava que de alguma maneira tudo ficaria bem no final.
     Ele era tão ótimo com palavras, quanto era péssimo com diálogos. Pensava... Então pensava em falar... E logo pensava quão ridículo aquilo soaria depois de pensar por uma segunda vez. Por isso nunca falava. Quando abria a boca era para repetir frases prontas decoradas na frente de um espelho outrora abandonado.
     Mal sabia a menina que o garoto sem palavras era poeta de uma vida ordinária, e que quando tocava a caneta, deixava que seus dedos conduzissem uma dança inacabável formando belíssimas estrofes de versos que Edgar Allan Poe teria inveja.
     A parte boa da história é que a garota não ligava do menino não ter palavras (sempre achara a timidez um charme). O menino, contente com o final feliz, esperava apenas que um dia ela encontrasse seu blog que de rima em rima contava a misteriosa história de um amor que deu certo: um amor sem palavras, numa saleta escura, num sofá que quebrava o silêncio com seus ruídos acanhados... um amor tímido, que tinha muito o que contar.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Maybe I'm a poetry.



Life sucks!
But There are those guys
Who make poetry with daily things
Making me wonder
"Why life is so good?"

'Cause their words come into my heart
Making me believe
That life is more than i think
That somehow i have reasons to live
Even if I can't understand a thing

There are those guys
Who make me believe
That I can be more
Or less
But something...
Or anything 

If I turn myself into poetry

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O que eu aprendi.



Nunca fui bom com palavras.
Por isso nem sei como começar.

Segundo meu histórico escolar eu era um aluno desprovido de concentração. Motivo pelo qual nunca entendera qualquer coisa que levasse tempo demais para ser explicado. "Como o amor?", alguém me perguntou um dia. Sim. Mas não, eu nunca quis saber o significado de tal palavra que de uma hora pra outra poderia virar verbo. Já era difícil lembrar que quando a professora desejava me aferir não me feriria em parte alguma. Imagina tentar entender o que filósofo nenhum conseguiu explicar.
Você deve estar pensando o que acredito que esteja pensando, por isso já lhe venho com a resposta: Até alien já deve ter sentido o amor, mas ninguém, acredito, fora capaz de explicar tal sentimento. 
Nem filósofo.
No entanto, você não pode simplesmente acreditar em mim. 
Afinal, não sou dos mais confiáveis. Sou distraível, se é que essa palavra existe. Sou um poço de palavras inexistentes, ou existentes com significados completamente diferentes do original. Sou filtro do desnecessário, das muitas informações, das histórias sem fim... e desse tal amor. 
Mas, como sempre existe um mas, você, amigo, deve saber que ela tentou me ensinar as coisas da vida. Mas eu nunca aprendi. Não sei a diferença de decapitar ou decepar, não lembro quem venceu a Primeira Guerra, e nem como conseguiram isso. Não sei por que motivos não posso usar apenas um "porque" em lugar de todos os outros "por quês"... 
Tudo que aprendi foi amar.
Não, meu caro, ainda não sei como explicá-lo. Mas já posso sentí-lo.

sábado, 7 de julho de 2012

Assustadoramente amiga.


Seu coração não aceitava meios termos. Se estava quente, estava fervendo; se estava frio, congelando. Era feita dos extremos. Ou escondia do mundo, ou falava na cara. Não sabia o que era ficar em cima do muro. E também não tinha limites. Não sabia dos limites. "Limites?", perguntava. Virava as costas para as consequências, e nem ligava para sentimentos alheios. Sua autoestima era assustadoramente alta, por isso (e talvez outros motivos) só pensava nela, mas sabia bem que para conseguir o que queria precisava aparentar qualquer interesse pela felicidade dos outros. Sendo assim, fingia ter amigos para que estes lhe trouxessem bons frutos. Fora sempre assim: fazia amigos com a mesma facilidade que os perdia. Claro, nem todos se afastavam, até porque as energias que irradiavam dela era suficiente pra manter qualquer coração aquecido. Ela era assim, facilmente impressionável. Encantadora. Impossível seria não amá-la. Até, claro, conhecê-la a fundo. Foi por isso que a perdi. Foi por conta de todos os erros que ela passou a cometer. Foi por conhecer alguns de seus segredos que por muito tempo permaneceram bem escondidos. Ela não é má. Não é isso. Ela apenas foge do que eu preciso ao meu redor. Ela apenas me decepcionou, como pessoa, como amiga. Não estou dizendo que não podemos ter segredos, pois quem não os tem? Eles só não precisam vir acompanhados de mentira... De sujeira.
Apesar de tudo, se me perguntarem, não me arrependo do que vivi com ela. Foram ótimos dias, de muita cultura e risadas. Mesmo assim, esta é a minha decisão: me afastar. Não quero prejudicá-la, mas nem por isso preciso continuar fingindo uma amizade que já não existe mais. Então não digam que devo dar-lhe uma segunda chance. Assim como ela teve seus motivos para fazer o que fez, tenho os meus para não confiar mais em qualquer palavra que saia da boca dela.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Me nego a escrever sobre você.


Tu tens uma grandeza que não é digna das minhas meras palavras. Uma beleza tão grande que letra de verso nenhum conseguiria traduzir. Por isso te deixo assim, guardado no meu peito com todos os detalhes. Sou muito egoísta para compartilhar o que eu sinto quando vejo esse seu sorriso com o resto do mundo.

Keury Caroline. (via um-eterno-erro)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Amor de menos


 Eu, você e nossos sentimentos. Ou melhor: os meus e os seus, já que -apesar de eu negar- são completamente opostos. Você me ama...e eu? Acho que não tem nome pro que sinto. Só o que posso dizer é que não é o mesmo que você, e tenho medo de te machucar por isso. Por ter maquiado essa agonia por tanto tempo, mentindo pra mim, pra você e pra todos os outros ao dizer que era forte, quente e verdadeiro. Não tem nada disso aqui...é tudo trêmulo, inconstante, incerto e gelado.
 E ainda está escondido. Escondido porque tentei de diversas maneiras mudar nossa situação, mas não consegui. Tentei me afastar, e você me puxou de volta. Tentei dizer a verdade, mas você me comoveu com seu amor tão urgente e fez com que eu desistisse no meio do caminho (ou da discussão). Tentei me forçar a sentir, mas te garanto: é impossivel fazer o coração acreditar numa mentira favorável à mente. E  hoje tento fugir...do errado, do certo, de você, de mim. Enquanto não consigo, nos engano.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Amigo, quero te falar.


Se o seu jeito relutante não me afastasse tanto, eu te ligaria. Questionaria o nosso desencontro e perguntaria que diabos aconteceu conosco. Você sabe, amigo? Como raramente confesso em voz alta, vou te confessar que sinto a sua falta. Saudade, falta, preocupação: você vive por aqui. É que para mim é mais fácil escrever, você bem sabe. Eu começo a falar e a voz embarga, o olho fica pequeno, vermelho, e não dá, não dá para chorar na sua frente! Falar da saudade em voz alta sempre dói mais. Então, escrevo para você nem ler, mas arrancar de mim um pouco disso sem nome que se veste de saudade. E até escrever sobre você é raro. Você roubou palavras do meu dicionário que não me atrevo mais a dizer para não te lembrar. Sabe o que faço todos os dias ao acordar? Olho o calendário. Penso quanto tempo faz que nos perdemos e nunca mais nos achamos. Eu quase me torturo com o calendário aumentando sempre a distância entre nós. Você era presente o dia inteiro e se tornou ausência por mais de um ano. Eu já nem sei por quais razões me machuquei quando sinto a saudade. Ela machuca mais, bem mais. Ela parece me pedir para voltar no tempo, mas o tempo escapou das minhas mãos. Você nos recupera? Ah, eu acho que não… Quem sabe o destino, mas eu não queria ser tão paciente. Amizades são feitas de urgências de última hora, e você não surge nem na minha urgência mais gritante. Lembro de ter dito zilhões de vezes para você aquela frase: não se perca de mim, e, se você se perder, pararei o meu mundo para te buscar. Eu não lembro, é mais ou menos isso. Ela tem voz alta, fala por si própria. Mas um dia, infelizmente um dia, não te busquei mais. A sua mão largou da minha enquanto toda a nossa visão andava embaçada. Tive dias de completo abandono. Sabe quando uma mão te larga e te deixa cair no precipício? A mão amiga me largou, mas eu também larguei dela, não é verdade? Erros e mais erros. Será que nunca acertamos nessa história? Pensando bem, temos sim um histórico belo e cheio de acertos. Quando você sabia que eu estaria aqui. Quando eu me permiti enfraquecer para que você me ajudasse. Quando te abriguei. Quando você me emprestou a sua cama. Quando soubemos o que era estender o braço inteiro. E nunca nos abandonávamos. Mesmo que você me machucasse por vezes e vice-versa, éramos fortes demais e não caíamos por completo. E caímos. Num fundo sem poço, num tempo sem volta, numa decisão estranha. Amigo, você me deixou com muitas pessoas, mas com a solidão também. Eu te deixei não sei como. E de muitas formas sempre te procurei. Não te deixei ir totalmente. Você ainda mora no mesmo lugar e ocupando o mesmo espaço. Você nunca foi. Quem é marcante nunca vai, e você é bem mais do que isso. Um dia vou sentar ao seu lado e dizer que a saudade é grande. Um dia não irá importar o que você acha, mas sim a minha saudade. Um dia vamos deixar de ser solidão e vamos lembrar que era melhor não andar sozinhos. Metade do que guardo, não consigo nem te escrever. Às vezes, amigo, eu durmo pensando que um abraço falaria tudo, sabe? Às vezes eu penso que ainda conseguiria fazer algum bem na tua vida. Quem sabe? Quem pode saber de amigos fora do mesmo livro?


Camila Costa.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Tudo.



Todas as coisas do mundo
não cabem numa ideia.

Mas tudo cabe numa palavra,

nesta palavra tudo.

Arnaldo Antunes

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Crepúsculo.


O silêncio não quer ser sozinho então ele fala.
Quem escreve ouve porque cala.
Quem escreve escava
O que o silêncio palavra.


Viviane Mosé 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Aquele medo de me expressar.


Dizem que o motivo de escrevermos é de não termos alguém que nos ouça, ou de não conseguirmos nos expressar através da fala. Se isso for verdade, como penso que é, me considero feliz por ter este momento, pois ultimamente não tenho palavras para escrever, nem estou precisando desabafar para o computador ou para esta folha de papel.
Apenas escrevo para que isto seja guardado: este momento em que acabo de perceber que o medo de me expressar não toma mais conta dos meus nervos como costumava fazer.

Thais Katsumi.

domingo, 31 de julho de 2011

Sarau de Poesias.



Nesta sexta-feira, dia 29 de julho, aconteceu aqui em Campo Mourão-Pr, um Sarau de Poesias. O que é um Sarau? Sarau é uma reunião festiva entre amigos, onde ouve-se música, assiste-se filme, filosofa, lê-se trechos de livros e faz-se poesia! Este sarau aconteceu na Biblioteca Municipal Professor Egydio Martello, em comemoração ao Dia do 
Escritor (dia 25 de Julho). A entrada era franca e havia uma conversa entre ator e platéia, ou melhor, éramos ao mesmo tempo atores e platéia. Isso porque a qualquer momento, podíamos nos levantar e recitar uma poesia, expor uma opinião, ler uma crônica ou filosofar.

sábado, 30 de julho de 2011

Love and death.



Poucos sabem, mas a palavra “amor” é derivada da palavra “morte”. Quando você diz à uma pessoa “eu te amo”, é como dizer: eu morreria por você.


Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quem é você?


Fazemos parte de um universo, que não se sabe se é o único ou não. Neste, há cerca de 200 bilhões de galáxias, onde uma delas é a nossa, a Via Láctea. Na Via Láctea, existem por volta de 100 bilhões de estrelas, e uma delas é o Sol, que possui 8 planetas ao seu redor, e um deles é a Terra. A ciência calcula que pode existir cerca de 30 milhões de espécies na Terra, mas só estão registrados 3 milhões. Dentre esses 3 milhões de espécies, uma é a nossa: homo sapiens. Na nossa raça, pode-se contar mais de 6 bilhões de indivíduos. E um deles, é você.
Consegue ver o tamanho da sua importância? Claro, provavelmente Deus criou um universo tão imenso para você ser a pessoa mais importante. Mas quem sou eu? Quem sou eu pra falar que minha religião, minha cor ou minha etnia é melhor que a dos outros? Quem sou eu dentro desses 6 bilhões de seres humanos, que é uma das 3 milhões de espécies que vivem na Terra, onde a Terra faz parte de um Sistema Solar, que está entre outras 100 bilhões de estrelas que fazem parte de uma das 200 bilhões de galáxias existentes em um universo? Quem sou eu? Quem é você?
E ainda existem pessoas que acham que somos os únicos seres vivos no universo. Deus não criou tudo isso só para você.

Thais Katsumi, baseado em "Você sabe com quem está falando?"

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Infinitas combinações.


Existem mais de 435 mil palavras só na língua portuguesa. Com elas, podemos fazer milhares de combinações sem repetí-las, e assim, infinitos textos, frases, músicas e poesias. No entanto, apesar de isso ser um fato, não posso negar que penso que haverá um certo dia onde não existirão mais combinações originais. Quero dizer, provavelmente minhas palavras não serão somente minhas, e os clichês estarão em alta. Isso... é um certo medo de acabarem as palavras para expressar o que sinto, mesmo que quase impossível.

Thais Katsumi.

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