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domingo, 10 de junho de 2012

Me doa!



 Pior que chorar é não chorar. Pior que entristecer é sorrir por sorrir. Não sei se é uma doença que adquiri pro resto da vida (ou só adolescência mesmo), mas o fazer mal da dor me faz bem.
 É mais um texto tristonho e sentimental sobre você. Mais um texto porque é aqui que esvazio a alma e me sinto livre pra dizer que quero ser triste. Você não me dá nem o direito de ser triste a longo prazo, amor! 
 O papel em branco me faz um convite "venha cá, não quer navegar um pouco? virar mar e se afogar nas letras que escreve e nas lágrimas escondidas nelas?" e eu não tenho outra opção que não aceitar. Aliás, antes aceitar que recusar e viver a resguadar o que precisa ser sentido. E me desculpe por escrever palavras um pouquinho mais difíceis e tentar deixar isso bonito, é só que acho que meu amor merece. 
 Falando sobre aparências, gostaria de descrever como anda dentro de mim: você sabe, quando tudo estava "bem" entre nós não havia nada que não estivesse quebrado dentro de mim. Estava toda ferida e deve ter sido um castigo do meu coração por eu tentar ser mais feliz do que devia. Ai você chutou tudo pro alto e, basicamente, meu Eu virou só lágrimas. Elas sempre existiram e sempre consegui comporta-las, mas dessa vez eram tantas que transbordavam de maneira descontrolada. E então o tempo passou. Dei uma secada e os sentimentos foram ficando novamente proporcionais aqui dentro. Certas vezes pude até sentir alguns deles ganhando cor e se enfeitando de glitter. Mas acho que tenho um tempo-limite de felicidade, porque olha, não a aguento mais. É como se o barco se sentisse incomodado por não ter mais onde navegar e solicitasse timidamente um pouquinho de água para seu lazer. Muito abstrato? Sou abstrata. Ando abstrata e não me entendo de maneira alguma, mas pelo que pude constatar, estou escurecendo e me afogando novamente aos poucos. Ou pelo menos gostaria que fosse assim. 
 Sei lá. Talvez seja só saudade do gostinho salgado e da sensação gostosa das lágrimas me esquentando a pele e o coração. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Amor de menos


 Eu, você e nossos sentimentos. Ou melhor: os meus e os seus, já que -apesar de eu negar- são completamente opostos. Você me ama...e eu? Acho que não tem nome pro que sinto. Só o que posso dizer é que não é o mesmo que você, e tenho medo de te machucar por isso. Por ter maquiado essa agonia por tanto tempo, mentindo pra mim, pra você e pra todos os outros ao dizer que era forte, quente e verdadeiro. Não tem nada disso aqui...é tudo trêmulo, inconstante, incerto e gelado.
 E ainda está escondido. Escondido porque tentei de diversas maneiras mudar nossa situação, mas não consegui. Tentei me afastar, e você me puxou de volta. Tentei dizer a verdade, mas você me comoveu com seu amor tão urgente e fez com que eu desistisse no meio do caminho (ou da discussão). Tentei me forçar a sentir, mas te garanto: é impossivel fazer o coração acreditar numa mentira favorável à mente. E  hoje tento fugir...do errado, do certo, de você, de mim. Enquanto não consigo, nos engano.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O meu coração.


Talvez, afinal, você saiba que todos aqueles textos foram para você. Aqueles que eram acompanhados de lágrimas e angústia. Mas disso você nunca soube, não é? Também nunca soube que foi meu coração o autor de todas aquelas palavras. Um coração cortado, rasgado... em milhares de pedacinhos. Mas que te amou. Ou que te ama. Ele ainda está meio confuso. Não que este texto seja muito diferente, portanto agora meu coração não quer se manifestar. Não daquela forma. Ele está cansado de se machucar, pois não foram uma ou duas vezes, foram muitas. Muitas mesmo. E isso não é só porque meu signo diz que eu sou exagerada ao extremo. É porque é verdade. Chegou uma hora que ele quase pensou em desistir. Pensou que o amor não existia como eu lhe ensinei. E não o culpo por isso, já que eu também acreditava de pés juntos no amor. Aliás, no nosso amor. Aliás, que amor?
Agora meu coração está quietinho. Tentando não ficar feliz quando te vê, não sorrir quando você sorri, não se cortar quando você não der bola pra ele. Ele está tentando apenas ser um coração, com a única "missão" de bombear sangue para o meu corpo, me mantendo viva.

sábado, 7 de maio de 2011

Escute o coração.


Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar.
Chico Xavier.

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